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Existe relação entre uso do larvicida pyriproxifen e os casos de microcefalia?

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Imagem de topo da página, escrito 'vírus zika: perguntas e respostas', com pequenos desenhos de partes do corpo

Existe relação entre uso do larvicida pyriproxifen e os casos de microcefalia?

19/12/2019
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A epidemia de microcefalia no Brasil gerou intenso debate sobre sua causalidade. Uma das hipóteses para essa epidemia, agora reconhecida como síndrome congênita do Zika vírus, foi associada ao tratamento de tanques de água potável com pyriproxyfen, usado no controle de larvas de Aedes aegypti . A Fiocruz conduziu estudos para investigar essa hipótese e não encontrou evidência de correlação entre o uso do larvicida e a epidemia de microcefalia. Em um desses estudos foram comparadas as prevalências dos casos de microcefalia entre municípios que utilizaram métodos diferentes de controle de larvas do mosquito. A conclusão da pesquisa foi de que a prevalência da microcefalia não foi maior nas áreas em que o pyriproxyfen foi utilizado. Recentemente, um outro estudo mais abrangente investigou as diversas hipóteses apontadas no início da epidemia, como a associação com o uso de vacinas (Tdap, MR, MMR), a utilização do pyriproxyfen em reservatórios de água e o uso de medicamentos durante a gestação. Os resultados finais do estudo comprovaram a forte associação entre microcefalia e infecção pelo vírus zika, já documentada anteriormente, não encontrando evidências de associação com os outros fatores de risco investigados.

 

Cabe ressaltar que o Ministério da Saúde somente utiliza larvicidas recomendados pela Organização Mundial de Saúde e os produtos passam por rigorosa avaliação da World Health Organization Pesticed Evaluation Scheme (WHOPES). O pyriproxifen está entre os produtos aprovados por esse comitê e também possui certificação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ao contrário da relação entre o vírus zika e a microcefalia, que já teve sua confirmação atestada em exames que apontaram a presença do vírus em amostras de sangue, tecidos e no líquido amniótico, a associação entre o uso de pyriproxifen e a microcefalia não possui nenhum embasamento cientifico.

 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias e Ministério da Saúde

 

 

22/02/2016 - Não existe nenhum estudo epidemiológico que comprove a associação do uso de pyriproxifen e a microcefalia. O Ministério da Saúde somente utiliza larvicidas recomendados pela Organização Mundial de Saúde e os produtos passam por rigorosa avaliação da World Health Organization Pesticed Evaluation Scheme (WHOPES). O pyriproxifen está entre os produtos aprovados por esse comitê e também possui certificação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ao contrário da relação entre o vírus zika e a microcefalia, que já teve sua confirmação atestada em exames que apontaram a presença do vírus em amostras de sangue, tecidos e no líquido amniótico, a associação entre o uso de pyriproxifen e a microcefalia não possui nenhum embasamento cientifico. É importante destacar que algumas localidades que não utilizam o pyriproxifen também tiveram casos de microcefalia notificados.

 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias e Ministério da Saúde

 

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