17/03/2025
Fonte: EPSJV/Fiocruz
Nesta edição, a Poli destaca as muitas frentes em que os princípios e as práticas agroecológicas podem responder aos desafios da Saúde coletiva. A reportagem de capa explica e ilustra como a agroecologia pode auxiliar na prevenção de doenças, na valorização de outros caminhos de cura, na redução de problemas de saúde relacionados ao trabalho, na garantia do saneamento e em várias outras práticas de promoção da saúde. Essa lista se completa com o debate sobre a relação da agroecologia com a área de saúde e meio ambiente, pauta de outra matéria que detalha o impacto da monocultura e outras características do agronegócio na emissão de gases de efeito estufa que contribuem para as mudanças climáticas e mostra como o enfoque agroecológico pode ter um importante papel no controle de eventos extremos.
Um balanço de algumas das principais políticas e programas que fortalecem a agroecologia, com destaque para aquelas que dialogam com o campo da saúde, é pauta de outra reportagem, que chama a atenção para a necessidade de mais orçamento e mais facilidades no acesso às iniciativas governamentais voltadas para essas práticas. Na seção ‘o que é, o que faz’, esta edição explica como funciona a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), instância responsável por garantir e expandir a participação social no acompanhamento da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.
A expansão de cursos que tratam direta ou indiretamente de agroecologia no Brasil, como uma resposta às mudanças que a educação no campo sofreu desde a Revolução Verde, é tema de uma matéria que destaca o papel do Pronera, o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, e o esforço para que essas experiências sejam construídas em parceria com os movimentos sociais do campo. Com uma reportagem narrativa que conta a história de um casal de agricultores, esta edição também aborda as diferentes relações de trabalho, como o familiar e cooperativo, que a agroecologia comporta.
O papel das mulheres na produção agroecológica é destaque da entrevista da edição, com a engenheira agrônoma Miriam Nobre, integrante da Marcha Mundial das Mulheres, da Sempreviva Organização Feminista e do Grupo de Trabalho de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia. Nessa conversa, ela dá exemplos de reflexões que têm orientado a concepção de um “feminismo camponês popular” e fala da luta das mulheres para terem seus conhecimentos e suas práticas de agricultoras reconhecidas.
A Revista Poli é uma publicação jornalística bimestral editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), unidade técnico-científica da Fiocruz. A assinatura pode ser feita de forma gratuita no site da Escola.
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