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Fiocruz e a empresa chinesa BGI assinam acordos de cooperação


16/04/2024

Ana Paula Blower (Agência Fiocruz de Notícias)

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A Fiocruz e a empresa chinesa de pesquisas genômicas BGI assinaram, nesta segunda-feira (15/4), dois Memorandos de Entendimento (MdE) que reforçam a intenção mútua das instituições de estabelecer cooperação científica e tecnológica em saúde. Uma delegação da empresa chinesa esteve na Fundação para assinar documentos com a Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 (Unadig/Fiocruz) e o Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). 


Memorandos de Entendimento reforçam a intenção mútua das instituições de estabelecer cooperação científica e tecnológica em saúde (foto: Peter Ilicciev)

O acordo firmado com a Unadig/Fiocruz compreende a área de testes clínicos genéticos e moleculares para oncologia e doenças infecciosas, aproveitando, assim, a capacidade da unidade para além da Covid-19. O MdE com o CDTS/Fiocruz está em estágio inicial e firma a intenção das partes em estabelecer cooperação em áreas como desenvolvimento de métodos de sequenciamento e em atividades de identificação de patógenos emergentes ou reemergentes.

No encontro, também foi assinado um termo que formaliza a doação de sequenciadores pela BGI à Fiocruz. Os equipamentos já estão em funcionamento no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). 

Abertura de portas

A assinatura dos acordos ocorreu na Biblioteca de Obras Raras da Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde a delegação da empresa chinesa BGI também fez uma visita. O grupo, liderado pelo CEO da BGI, Ye Yin, também visitou o Castelo Mourisco, a Unadig/Fiocruz e pode ver o prédio ainda em construção que sediará o CDTS. 

Para Ye Yin, a assinatura dos acordos são uma espécie de pontapé, uma abertura de portas para futuras cooperações entre a BGI e a Fiocruz para além do que foi feito na pandemia e no campo da tecnologia genômica: “Queremos ter colaborações não só com relação á Covid-19, mas para outras doenças infecciosas. Também queremos trazer melhorias para a saúde pública, para o ser humano. Então, estamos muito felizes por ter nossas equipes unidas, por ver como elas podem realmente fazer o bem”, disse o CEO. “É como dizem: se você quer ir mais rápido, vá sozinho. Se quiser avançar, trabalhe junto”.

 


A assinatura dos acordos ocorreu na Biblioteca de Obras Raras da Fiocruz, no Rio de Janeiro (foto: Peter Ilicciev)

Coordenador do CDTS/Fiocruz, Carlos Morel explica que o memorando assinado com o Centro está em fase inicial, de preparação. A intenção, com o documento, é começar a estabelecer parcerias para solidificá-las quando o prédio do CDTS estiver pronto - a previsão é o fim deste ano. “É uma espécie de aquecimento e de reafirmação de interesse mútuo em cooperação”, afirmou ele. “Temos interesses em comum em pesquisa e já existe uma parceria científica, com a publicação de artigos. Esse MdE leva isso em conta e pavimenta um caminho para avançarmos”.

MdE prevê criação de centro

O documento firmado nesta segunda-feira entre o CDTS e o BGI reforçam a criação do Centro Sino-Brasileiro de Pesquisa e Prevenção de Doenças Infecciosas (IDRPC), previsto em MdE assinado em abril de 2023 pelo presidente da Fiocruz, Mario Moreira, em Pequim. O Centro tem foco na prevenção e controle de pandemias e epidemias, tais como Covid-19, influenza, chikungunya, zika, dengue, febre amarela, oropouche e outras doenças infecciosas, como a tuberculose. Além disso, buscará desenvolver bens públicos de saúde global, como testes de diagnósticos e terapias.

O MdE de abril prevê que os laboratórios serão instalados no prédio do CDTS/Fiocruz - que está sendo construído em Manguinhos, no Rio de Janeiro, com previsão de conclusão para o final de 2024 - e no Instituto de Microbiologia da CAS. Cada sede funcionará com pesquisadores das duas instituições. 

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