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Clínica, laboratório e eugenia: uma história transnacional das relações Brasil-Alemanha

Autor: Pedro Muñoz

Coedição da PUC-Rio e Editora Fiocruz, o livro é resultado de anos de trabalho, estudos e da tese de doutorado de Pedro Muñoz. Esta obra original traz uma importante contribuição para o entendimento das relações entre os dois países numa perspectiva histórica transnacional, que tem como foco os entrelaçamentos e a circulação do conhecimento. 

Enriquecido por material levantado de fontes primárias no Brasil e na Alemanha, o estudo investigou as relações no campo da psiquiatria no período de 1900 a 1942, interrompidas pela Segunda Guerra Mundial. Neste período, circularam no Brasil os conceitos da psiquiatria, da neurologia e da psiquiatria genética alemãs – e o estudo mostra como e por quem foram apropriados.  

Ao enfocar o trânsito e a circulação dos cientistas em redes construídas em viagens, congressos, cursos e publicações, o autor inova, como descreve Cristiana Facchinetti na apresentação da obra. “A narrativa apresenta novos lances, outras perspectivas de leitura para uma história da psiquiatria, que ganha maior densidade ao discutir o crescimento do nazismo na Alemanha, a hegemonia das teorias degeneracionistas, biodeterministas e racialistas na medicina mental e suas repercussões e impasses para a psiquiatria brasileira”, afirma.

Primeira edição: 2018.

ISBN (Ed. PUC-Rio): 978-85-8006-260-1
ISBN (Fiocruz): 978-85-7541-620-4

R$ 65,00 / 396 páginas

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Sumário
Prefácio
Apresentação
Introdução

Parte I
A neuropsiquiatria teuto-brasileira até 1918
1.  De Kraepelin a Ernst Rüdin: a psiquiatria alemã entre a clínica, o laboratório e a higiene racial
A medicina entre a clínica e o microscópio
A neuropsiquiatria se faz no laboratório?
De Griesinger a Kraepelin: clínica, laboratório e psicologia
A trajetória de Emil Kraepelin e as diversas diretrizes da pesquisa psiquiátrica
Alois Alzheimer, Franz Nissl e a Escola de Kraepelin
Psiquiatria genética e higiene racial: ernst Rüdin entre Forel, Kraepelin e ploetz

2. Juliano Moreira e Kraepelin: a neuropsiquiatria teuto-brasileira até a Grande Guerra
Entre França e Alemanha: o ensino nas faculdades de medicina do Brasil
A psiquiatria alemã na agenda de Juliano Moreira: reformas e modernização
O nascimento da comunidade psiquiátrica teuto-brasileira
Ciência, raça e degeneração no brasil: relações com a psiquiatria alemã

3. A medicina mental, a eugenia e a primeira guerra mundial
Os traumas da guerra entre a psiquiatria e a psicanálise
A grande guerra e a eugenia
Novas instituições: a importância da guerra para a medicina mental
A visita de George Dumas em 1917 e as relações com a Alemanha

Parte II
A medicina mental depois do Tratado de Versalhes

4. A Kulturpolitik da República de Weimar: a medicina mental alemã na década de 1920
A universidade em crise: o ensino superior na República de Weimar
A psiquiatria de munique entre a clínica e a DFA (1919-1930)
A medicina mental de Berlim e Hamburgo nos anos 1920
A medicina mental teuto-brasileira na Kulturpolitik

5. Médicos viajantes e instituições: neurologia e psiquiatria nas relações Brasil-Alemanha (1919-1930)
As viagens de Fedor Krause e a vinda de Max Nonne ao Brasil (1920-1922)
A Alemanha no concerto das nações e a chegada de Knipping ao rio
Instituto de pesquisas no domínio do sistema nervoso (1926)
O curso de neuropatologia de Jakob no Rio de Janeiro (1928)
Internacionalismo: a medicina mental brasileira na República de Weimar
Juliano Moreira em Munique, Hamburgo e Berlim (1928-1929)

6. De Hindenburg a Hitler: a medicina mental na Kulturpolitik para o Brasil nos anos 1930
Determinismo biológico: a medicina mental entre a neuropatologia e a eugenia
A viagem de cunha lopes à alemanha (1929-1930)
Ulysses Vianna e o instituto Teuto-Brasileiro de Alta Cultura (1930)
A psiquiatria de Munique no Brasil: as conferências de Spielmeyer (1931)
O regresso de Knipping à alemanha e as mortes de Moreira e Vianna (1932-1935)
A medicina mental na Kulturpolitik nazista para o Brasil (1933-1942)

7. Caminhos cruzados: a psiquiatria genética, eugenia e higiene racial na Era Vargas e no Terceiro Reich
Universidades e institutos de pesquisa sob a NS-Rassenpolitik
A DFA entre o estado nazista e a SS-Ahnenerbe: a direção de Rüdin (1931-1945)
A psiquiatria universitária no Brasil e a fundação do Ipub (1938)
Psiquiatria genética, eugenia e raça: diálogos de Cunha Lopes com Rüdin Eugenia e racismo no Estado Novo e no Terceiro Reich

Conclusão

Referências
 

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