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OTSS/Fiocruz inicia segunda fase do PEA Costa Verde


18/06/2021

Comunicação OTSS/Fiocruz

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A segunda fase do Projeto de Educação Ambiental Costa Verde (PEA) começou e os educadores ja estão em contato com as comunidades participantes do projeto. Para facilitar e alinhar os principais pontos desta nova fase, a equipe do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS/Fiocruz) organizou um Kit Chegança composto por documentário, podcast e um guia explicando o que é o PEA Costa Verde e como ele acontecerá nas 111 comunidades integrantes, nos próximos cinco anos.

A realização do Projeto de Educação Ambiental Costa Verde (PEA Costa Verde) é uma medida de mitigação exigida pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A segunda fase do PEA Costa Verde, acontece nas regiões do litoral norte de São Paulo: Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela; e no litoral sul do Rio de Janeiro: Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty. 

Esta segunda fase é uma parceria com a Fiotec/Fiocruz (representada pelo OTSS/Fiocruz); o Fórum de Comunidades Tradicionais de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba; a Universidade Federal Fluminense (UFF); e a Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp). Ao todo, são 42 educadores populares dividos em equipes e meso-territórios, que estão desde o início do ano se preparando, passando por inúmeras formações e estudos acerca do território de abrangência desta segunda fase do PEA Costa Verde. 

Ao longo dos conteúdos (podcast e vídeo), representantes das instituições responsáveis pela gestão e realização do PEA Costa Verde, explicam a segunda fase e como as atividades estão sendo desenhadas para este início. Indira Alves, coordenadora do PEA Costa Verde, relembra que o projeto faz parte da legislação ambiental: "o PEA é uma imposição, uma condicionante do IBAMA para diminuir os impactos da exploração do petróleo na Bacia de Santos. O objetivo do projeto é fortalecer e incentivar a gestão ambiental das comunidades em seus territórios". 

A pescadora Ana Flavia Salai reforça que o principal objetivo do PEA Costa Verde é uma conquista coletiva que "garante a participação qualificada na luta pelos direitos e preservação dos territórios, em especial as práticas pesqueiras (artesanais, urbanas e tradicionais)".

Nas palavras de Marcela Cananea, esta parceria entre três pilares essenciais da sociedade que articula o saber popular com a ciência, através da pesquisa universitária, só tem a "fortalecer e contribuir com o pensamento crítico sobre os impactos dos empreendimentos de exploração do pré-sal e petróleo nos territórios". 

Para Vagner Nascimento (FCT/OTSS), a participação do movimento social através do Fórum nesta segunda fase do PEA Costa Verde, "possibilita que as decisões sejam compartilhadas e o protagonizadas pelos comunitários, e isso é transformador e fortalecedor".

O professor Davis Sansolo (Unesp) reforça que além da articulação dos saberes tradicionais/populares e científico/acadêmico, esta segunda fase do PEA Costa Verde desenvolverá "junto às comunidades do litoral um pensamento crítico sobre o modelo de desenvolvimento na região, não apenas com as atividades relacionadas ao pré-sal, mas sobre outras práticas de impacto ambiental" e a preservação da biodiversidade.

Embora a área de abrangência desta segunda fase seja um desafio, o impacto da pandemia é outro aspecto desafiador, "mas que neste momento, as atividades, reuniões e articulações dos educadores com as comunidades serão virtual", alerta o professor Anderson Sato. 

Ao longo dos próximos meses, as equipes do PEA Costa Verde seguem em articulação com as comunidades, realizando atividades remotas. 

Podcast sobre o PEA: 

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