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II Encontro da Rede Sudeste de Repositórios reúne instituições para troca de experiências

27/07/2021

Valentina Leite (VPEIC/Fiocruz)

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Oportunidade virtual de reforçar e discutir o papel dos repositórios na pesquisa e na educação: nos últimos dias 21 e 22 de julho, foi realizado o II Encontro da Rede Sudeste de Repositórios (RIAA/Sudeste). O evento on-line, organizado pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (Icict/Fiocruz), foi transmitido pela VideoSaúde Distribuidora e está disponível no Youtube:

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, que não pode estar presente no encontro, foi representada pela vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado. Cristiani reiterou a importância de trabalhar de maneira articulada e manter os diálogos vivos, mesmo que virtualmente. O diretor do Icict/Fiocruz, Rodrigo Murtinho, fez uma fala sobre a relevância do encontro para o compartilhamento de conhecimento produzido pelas instituições.

Criada em 2017, a RIAA/Sudeste visa superar desafios relacionados à criação, otimização e sustentabilidade dos repositórios digitais, institucionais e temáticos. Composta atualmente por 75 instituições de ensino e pesquisa, a Rede estimula o compartilhamento de informações e experiências por meio de encontros e atua no alinhamento das políticas de acesso aberto em âmbito nacional e internacional.

Ciência aberta e repositórios institucionais

Diversas falas ricas aqueceram o debate do evento de dois dias. Uma das convidadas do evento foi a tecnologista em saúde pública da Coordenação de Informação e Comunicação (CINCO/VPEIC/Fiocruz), Fátima Martins, que falou sobre a área da ciência aberta e o papel dos repositórios.

Ao diferenciar o conceito de ciência aberta do de acesso aberto, Fátima explicou que o primeiro vai além do segundo – ou seja, enquanto acesso aberto ao conhecimento significa acesso imediato, gratuito e sem requisitos de registro às informações, ciência aberta é um movimento mais amplo que preza pela abertura de todo o processo da pesquisa científica. “É uma forma inovadora de se fazer ciência, como temos debatido aqui no encontro”, lembrou Fátima.

Ela também demonstrou de que formas os pesquisadores podem realizar seus projetos de pesquisa de forma mais aberta. “Usar repositórios, sites de domínio público, compartilhar publicações, comunicar através das mídias sociais e de redes colaborativas, usar indicadores alternativos”, pontuou. “É possível abrir mais a sua pesquisa desde o início do processo: no momento que é pensada, depois na escrita, na publicação e na divulgação”, exemplificou.

Para tratar da importância dos repositórios de dados, a tecnologista indicou as vantagens do uso por parte da comunidade científica: identificadores persistentes únicos e citáveis, controle de acesso, termos e licenças de uso, preservação de dados, diretrizes para depósito, backup profissional, padrões de qualidade e mais. Por fim, apresentou o projeto – que ainda está em fase de testes – do Arca Dados, um repositório da Fiocruz para dados de pesquisa que já conta com quase 200 mil arquivos.

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