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13/09/2018

Fiocruz Mata Atlântica já arrecadou cerca de 40 mil litros de óleo de fritura


Por: Emerson Rocha (Fiocruz Mata Atlântica)

Bióloga Mylena Borges recebe os litros de óleo de moradora

O derramamento de óleo vegetal de cozinha no esgoto é muito danoso ao meio ambiente em geral. Ele polui a água e prejudica o seu reaproveitamento. Além disso, quando o líquido é despejado no solo, contamina o lençol freático e causa a impermeabilização, impedindo a filtração da água na terra. Pensando nesses problemas, o Programa de Desenvolvimento do Campus Fiocruz Mata Atlântica (PDCFMA) desenvolve, desde 2011, o projeto "Coleta Seletiva Solidária". A ideia é conscientizar os moradores da Colônia Juliano Moreira (CNJ) e adjacências dos malefícios de jogar esse tipo de material nos ralos das pias e tanques. 

Até o último levantamento realizado, no início de setembro, cerca de 700 pessoas já participaram do projeto entregando óleo. No total, quase 39 mil litros foram recolhidos até o momento. A média por mês é de aproximadamente 500 litros trocados por materiais de limpeza e adubo orgânico.

Essas pessoas guardam o óleo em garrafas PET de dois litros para trocar por materiais de limpeza e adubo orgânico. Essa entrega é realizada todas as quartas-feiras, em um posto montado ao lado do Hospital Municipal Jurandyr Manfredini. A equipe do PDCFMA fica no local de 10h às 14h30. O morador tem várias opções para trocar o que foi coletado. A cada dois litros, há opções diferentes de produtos:

2 litros - detergente ou sabão em barra;
4 litros - multiuso, desinfetante, água sanitária ou adubo orgânico;
6 litros - sabão em pó, sabão pastoso ou sabão pastoso líquido.

Todo esse material é conseguido através de uma parceria com a empresa Grande Rio Reciclagem Ambiental, que fica localizada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Assim que uma grande quantidade é recolhida, um carro da companhia é acionado e vai até o posto de coleta para buscar tudo que foi entregue e também para disponibilizar os produtos de acordo com os litros de óleo trocados. Acaba virando um ciclo: morador entrega o material e troca pelo material de limpeza. Depois a empresa recolhe os litros e deixa seus produtos para novas contribuições. Até porque, a companhia utiliza esse óleo como matéria-prima para a produção de sabão pastoso.

Carro da empresa de material de limpeza recolhendo o material
Carro da companhia busca o óleo entregue e disponibiliza os produtos de acordo com os litros de óleo trocados

"Desde 2009, estamos atuando junto as comunidades do entorno do CFMA, com esse tipo projeto socioambiental. Dois anos depois é que foi mesmo implementado após ser contemplado pelo edital a Cooperação social da Fiocruz. Já ganhamos até a certificação de tecnologia social, através do Premio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2013. A ideia é ter uma estrutura fixa para que assim possamos consociar mais projetos sociais, culturais, de educação ambiental e promoção da saúde", revela Mirian Rose.

O biólogo João Souza de Oliveira também participa desde o começo dessa inciativa. Com a experiência de atuar por anos na questão de reciclagem, ele indica alguns outros problemas que o óleo vegetal pode causar no cotidiano.

"Esse tipo de material cria uma camada na superfície dos rios, o que impede que haja a reposição de oxigênio na água, causando a morte dos seres vivos que habitam nesses rios. Já nas residências, o óleo de fritura jogado nos ralos entope canos e caixas de gordura, trazendo prejuízos até para o bolso do morador", alerta João.  

Para separar o óleo vegetal, a pessoa precisa esperar ele esfriar após a fritura. Não necessita coar. Basta depositá-lo em uma garrafa pet de dois litros. Não é aceito gordura animal.

Posto de troca é montado no estacionamento do Hospital Jurandyr Manfredini

O posto de troca ainda conta com um Ponto de Leitura, onde os moradores podem pegar livros e revistas de forma gratuita. Ele fica no estacionamento do Hospital Municipal Jurandyr Manfredini, localizado na Avenida Sampaio Corrêa, s/n, Taquara, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Outras informações na página do projeto no Facebook (clique aqui) ou pelo telefone: (21) 2448-9191.

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