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17/07/2019

Fiocruz atua em Fórum da ONU de desenvolvimento sustentável


Julia Dias (Agência Fiocruz de Notícias)

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e outros representantes da instituição participam do Fórum Político de Alto Nível de 2019 para o Desenvolvimento Sustentável, que acontece entre os dias 9 e 19 de julho, na sede da ONU em Nova York. Promovido pelo Conselho Econômico Social da ONU, o Fórum reúne mais de dois mil participantes, entre ministros, funcionários da ONU e especialistas de todo mundo para discutir os avanços e desafios da Agenda 2030.


O evento conta com 156 reuniões paralelas e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, participa como palestrante de dois destes eventos (foto: Divulgação)

Com o tema Capacitar as pessoas e garantir inclusão e igualdade, o evento deste ano se debruça sobre seis Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, discutindo tópicos de educação (ODS 4), trabalho decente (ODS 8), redução das desigualdades (ODS 10), mudança climática (ODS 13), sociedades pacíficas (ODS 16) e meios de implementação e parceiras para o desenvolvimentos sustentável (ODS 17).

Além disso, 47 países apresentam seus relatórios voluntários de avaliação sobre indicadores internos da Agenda. Completam o evento, 156 reuniões paralelas, 36 exposições, oito atividades especiais e uma reunião ministerial de três dias, entre os dias 16 e 18. A presidente da Fiocruz participa como palestrante de dois eventos paralelos. O primeiro, na última segunda-feira (15/7), promovido pela Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (Rebrapd) e pelo World Vision International, teve como tema os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (ICPD) e os desafios do Brasil na promoção da Agenda 2030. Na próxima quinta-feira (18/7), Nísia participa de um painel na Ford Foundation sobre Exclusão e marginalização no contexto do acesso universal à saúde sexual e reprodutiva, em que vão ser discutidas as complexidades, barreiras, necessidades e desafios que limitam as mulheres, adolescentes e meninas negras.

A Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, também conhecida como Cairo 94, é considerada um marco nos direitos da mulheres e meninas. Desde sua realização, as mortes maternas evitáveis diminuíram 40% no mundo, as taxas de natalidade de adolescentes diminuíram 32% e mais mulheres chegaram ao ensino secundário (83%, em 1994, contra 91% hoje) e ao parlamento de seus países (11,7%, em 1997, contra 24% hoje). Ainda assim, existe muito a ser feito para que mulheres e meninas em todo o mundo tenham seus direitos assegurados. Os desafios envolvem mortes maternas, casamento infantil e acesso a contraceptivos e planejamento familiar.

Em sua fala, Nísia chamou a atenção para a desigualdades existentes entre os países e dentro de cada país, entre diferentes populações. Ela também destacou a importância de considerar a violência de gênero e a violência contra grupos minoritários e étnicos. “Ao adotarem a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e se comprometerem com o alcance dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, os países se comprometeram a não deixar ninguém para trás. Isto não é nada trivial se pensarmos no grande contingente dos historicamente excluídos, os outsiders da cidadania, dos direitos e do desenvolvimento em todo o mundo, entre eles, os pobres, as mulheres, as minorias étnicas, os afrodescendentes e os jovens nesses grupos sociais, grupos que vêm merecendo a atenção especial da UNFPA”, afirmou.


Além da presidente da Fiocruz, o coordenador da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030, Paulo Gadelha, participou do Fórum (foto: Divulgação)

Uma Cúpula será realizada em novembro em Nairóbi, no Quênia, para discutir o Programa de Ação dos 25 anos da ICPD. A presidente da Fiocruz foi a única representante da comunidade científica brasileira convidada para integrar o Comitê Diretivo deste evento. O grupo se reuniu no dia 15 de julho, em Nova York. Na ocasião, Nísia se comprometeu a constituir um grupo de trabalho na Fiocruz, com apoio de outras organizações como a Rebrapd, deve contribuir, com diferentes pontos de vista, na preparação da participação da Cúpula de Nairóbi.

A agenda de Nísia em Nova York inclui ainda a assinatura de um Memorando de Entendimento (MdE) com a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para Populações e Desenvolvimento (UNFPA). O acordo entre a Fiocruz e a o órgão das Nações Unidas deve ser assinado nesta quarta-feira (17/7).

Além da presidente da Fiocruz, participam do Fórum o coordenador da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030, Paulo Gadelha, e o assessor internacional, Luiz Augusto Galvão. Gadelha, que é membro do Grupo dos dez integrantes para o Mecanismo de Facilitação Tecnológica da ONU participou na última sexta-feira (12/7) de uma sessão que apresentou os resultados do Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação da ONU para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (STI Forum), que aconteceu em maio, também em Nova York.

 

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