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Fiocruz apoiará a criação do primeiro mestrado em saúde pública de Angola


14/12/2005

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Fiocruz apoiará a criação do primeiro mestrado em saúde pública de Angola

Uma parceria entre a Fiocruz e o Ministério da Saúde de Angola permitirá a criação do primeiro mestrado em saúde pública do país africano. A expectativa da vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação, Maria do Carmo Leal, é que a primeira turma inicie as aulas no segundo semestre de 2006. O projeto do curso de pós-graduação está sendo elaborado e será submetido à aprovação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), financiadora brasileira do projeto.

"Vamos criar um programa que trabalhe na intersecção entre a pesquisa e a atividade profissional. Dessa forma, formaremos um mestre capaz de ajudar na reestruturação do sistema de saúde do país, severamente debilitado após décadas de guerra civil", afirma Maria do Carmo.

O quadro docente será composto principalmente por professores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), mas incluirá também pesquisadores de outras unidades da Fiocruz, como o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em  Saúde (INCQS). A previsão inicial é que sejam oferecidas 30 vagas. Desse total, dez alunos cursarão um ano, recebendo o título de especialista. Já os restantes permanecerão dois anos no programa, formando-se mestres em saúde pública após um intercâmbio de três meses na Ensp.

A parceria inclui ainda o suporte na organização da futura Escola Nacional de Saúde Pública de Angola. A comitiva  da Fiocruz que visitou o país entre os dias 5 e 9 de dezembro de 2005 já apresentou uma proposta de estrutura de departamentos para o órgão.

"Optamos por uma organização interdisciplinar capaz de responder às diversas demandas da saúde pública de forma integrada. Agora, eles estão avaliando e adaptando essa proposta à realidade local", explica Maria do Carmo, que participou da comitiva.

O projeto prevê ainda o apoio ao planejamento de uma estrutura de comunicação e informação científica em saúde. Para tanto, o Centro de Informação Científica e Tecnológica (Cict) oferecerá treinamento em gestão da informação e buscará fontes de financiamento para o desenvolvimento projetos na área em Angola.

Segundo a vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) também participará da parceria, oferecendo treinamento de pessoal e consultoria para reestruturação da administração da rede de cinco escolas técnicas de saúde de Angola.

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