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24/12/2018

Fiocruz Amazonas testa projeto de controle de Aedes em Goiânia


Por: Marlúcia Seixas (Fiocruz Amazonas)

Goiânia é uma das capitais contempladas por projeto de pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazonas) que avalia a eficácia de alternativa para controle do Aedes aegypti e A. albopictus, transmissores dos vírus da dengue, zika e chikungunya. O projeto é apoiado pelo Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), do Ministério da Saúde, e sua tática é a utilização dos próprios mosquitos para disseminarem larvicida em criadouros que estão em locais de difícil acesso como calhas de telhados, terrenos baldios etc.

Projeto usa os próprios mosquitos para disseminarem larvicida em criadouros (foto: Eduardo Gomes, Fiocruz Amazonas)

Para tanto são utilizados baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida, e com uma certa quantidade de água para atrair os mosquitos. Depois de preparados, os baldes tornam-se Estações Disseminadoras de Larvicida, pois atraem mosquitos adultos, por meio da água, e estes ao pousarem na superfície da Estação, partículas do larvicida são aderidas às suas pernas e no corpo. Assim, os mosquitos acabam levando esse produto para outros criadouros e com isso conseguem matar larvas e pupas.

Em Goiânia, o projeto conta com o apoio da Superintendência de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, e  está sendo implantado nos bairros de Capuava, Jardim Novo Mundo e Jardim Guanabara. Foram treinados 35 agentes de endemias para atuarem na implantação das Estações e manutenção das mesmas.

O projeto é coordenado pelos pesquisadores Sérgio Luz, José Joaquín Carvajal Cortés e Samylla Suany de Souza Soares (do ILMD/Fiocruz Amazonas), e Fernando Abad-Franch (do Instituto René Rachou, IRR/Fiocruz Minas).

A pesquisa iniciou em 2014 nas cidades de Manaus e em Manacapuru, no Amazonas, onde foram apresentados resultados promissores na eliminação de larvas dos mosquitos, mesmo em ambientes adversos. Agora, com o apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Decit & Devit/MS), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS), e  com apoio de secretarias municipais e estaduais de Saúde, os ensaios ocorrem em diferentes regiões do Brasil, visando avaliar a eficácia da tática do uso das Estações Disseminadoras de Larvicida para o controle do Aedes aegypti e A. albopictus, em diferentes paisagens geográficas e escalas.

O larvicida utilizado nas Estações é o pyriproxyfen, que não apresenta riscos á saúde humana ou de animais domésticos.

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