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Dupla feminina vence o Prêmio Nobel de Química


08/10/2020

Simone Kabarite

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Um feito inédito. Assim pode-se chamar a conquista das cientistas Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna, que ganharam juntas o Prêmio Nobel 2020 em Química. A dupla venceu com a pesquisa de desenvolvimento do Crispr, método de edição do genoma. Com a vitória das duas cientistas, o Prêmio Nobel já tem três laureadas mulheres neste ano. A primeira foi Andrea Ghez, premiada em física com outros dois cientistas por sua pesquisa sobre buracos negros.

"Eu gostaria de passar uma mensagem positiva a meninas que gostariam de seguir o caminho da ciência. Acho que nós mostramos a elas que uma mulher pode ter impacto na ciência que elas estão fazendo. Espero que Jennifer Doudna e eu possamos passar uma mensagem forte às meninas", declarou Emmanuelle. A fala da cientista reforça as iniciativas que estimulam a participam de meninas na ciência.

Crispr é uma técnica que faz alterações específicas em DNAs existente em células vivas. Uma espécie de "tesoura genética" permite à ciência mudar parte do código genético de uma célula, ou seja, "cortar" uma parte específica do DNA, fazendo com que a célula produza ou não determinadas proteínas. A pesquisa possibilita o tratamento de doenças hereditárias, como hematológicas e câncer.

 Antes de Charpentier e Doudna, cinco mulheres já haviam ganhado o Nobel em Química: Marie Curie (1911), Irène Joliot-Curie (1935), Dorothy Crowfoot Hodgkin (1964), Ada E. Yonath (2009) e Frances H. Arnold (2018). A poeta americana Louise Glück foi a ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura 2020.

Com informações do G1 e Canal Tech

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