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04/11/2015

Bioinseticida DengueTech é nova aposta no combate ao Aedes aegypti

Fotos dos participantes da conferência de abertura

Fonte: CCS/Fiocruz

O lançamento do inseticida biológico DengueTech marcou a abertura do seminário Vigilância em Saúde das Doenças Virais Chikungunya, Zika e Dengue: desafios para o controle e a atenção à saúde, que começou terça-feira (3/3), no auditório do Museu da Vida, em Manguinhos, no Rio de Janeiro.

Desenvolvido pela Fiocruz, em parceria com a empresa BR3, o DengueTech é um bioinseticida em forma de minitablete ou granulado. O produto é aplicado onde há acúmulo de água para a eliminação das larvas do Aedes aegypti, mosquito que transmite tanto a dengue quanto a chikungunya e o zika. Sem histórico de resistência aos vetores, o inseticida biológico se destaca por sua praticidade e aplicabilidade, e por seus efeitos persistirem por mais de 60 dias.

O diretor do Instituto de Tecnologia em Fármarcos (Farmanguinhos/Fiocruz), Hayne Felipe da Silva, saudou a aprovação do DengueTech pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ocorreu na última semana, e elogiou a parceria com a BR3 no desenvolvimento de uma estratégia sustentável e eficiente de combate ao Aedes aegypti. “A cooperação técnica da Fiocruz com a BR3 permitiu o desenvolvimento em escala industrial daquilo que nós tínhamos desenvolvido em laboratório. Todo esse trabalho fez com que nós chegássemos a um produto com um nível de persistência muito maior do que aqueles hoje colocados no mercado, ecologicamente correto e sem nenhum risco para a saúde humana”, afirmou Hayne da Silva.

Diretor da BR3, Rodrigo Perez disse que o novo produto será disponibilizado em breve para população, à venda no comércio, mas também fornecido nos serviços públicos de saúde. A Anvisa ainda não autorizou o uso do DengueTech em água potável. “Foram quase cinco anos de cooperação entre a Fiocruz a BR3. O bioinseticida é uma tecnologia muito simples, que serve como alternativa ao controle mecânico ou químico. Além de obter melhores resultados, a utilização de agentes biológicos é toxicologicamente mais favorável à saúde da população”, explicou Rodrigo Perez.

A abertura do evento contou com representantes da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, dos poderes estadual e municipal de Saúde, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio (Cosems-RJ) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Em sua apresentação, o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, frisou que o encontro é fundamental para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para o enfrentamento de doenças virais emergentes. “A Fiocruz sempre trabalha com a ideia da pesquisa voltada para a resolução de problemas da saúde pública brasileira”, afirmou Gadelha, destacando ainda as ações da Fundação no controle da dengue, chikungunya e o zika em todo o Brasil.

Na mesma linha, o vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Rangel, disse que a discussão sobre doenças virais deve ser reproduzida em outros estados do país, de acordo com as singularidades regionais. “Nosso desafio é diminuir os riscos e antecipar os problemas para melhorar a capacidade de resposta do sistema público de saúde para o enfrentamento das três doenças”, assinalou.

Para mais informações sobre o seminário, acesse o site da Agência Fiocruz de Notícias.

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