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Alerj debate aniversário da Fiocruz, pandemia e o Complexo Econômico-industrial de Saúde

Nísia Trindade

04/06/2020

Por: Daniela Rangel (Agência Fiocruz de Notícias)

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Os 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foram tema do ciclo de debates Ciência e Soberania Nacional, promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no dia 2/6. Além do deputado estadual Waldeck Carneiro (PT), presidente da Comissão de C&T e moderador do debate, participaram do encontro o deputado estadual Flavio Serafini (Psol) e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

“Vejo esse aniversário como um momento de lembrarmos juntos o que é a trajetória de tecnologia e saúde, e das políticas públicas do setor, no Brasil”. Desta forma, a presidente iniciou seu comentário sobre a história da Fundação, que, segundo ela, “foi criada como uma instituição bastante inovadora, para combater a ameaça da peste bubônica, mas que estava baseada na visão de Oswaldo Cruz de olhar para além da emergência, além da resposta imediata”.

Nísia contou que a pandemia de Covid-19 mudou radicalmente o planejamento para a comemoração dos 120 anos. “Tínhamos pensado em muitas atividades, para fazer uma reflexão com a sociedade. Mas estamos usando a data para discutir ações afirmativas sobre ciência, tecnologia e inovação, com base na pandemia”. Neste ponto, a presidente chamou a atenção para o Complexo Econômico-industrial de Saúde (Ceis), que seria uma forma de deixar o país menos vulnerável em futuras emergências sanitárias. “Todos as nações se mostraram vulneráveis, mas em um país desigual como Brasil, com a marca da dependência, isso aparece de forma muito aguda”, disse Nísia.

O deputado Waldeck Carneiro reforçou a importância do desenvolvimento de um complexo econômico-industrial de saúde no Brasil. “A pandemia revelou grande dependência tecnológica e a necessidade de haver mecanismos de sustentabilidade, até mesmo para produtos como luva e máscara. O que falta para a gente tirar lições deste período e darmos um salto na direção da independência?”, questionou.

Para o deputado Flavio Serafini, que é professor da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, um sistema universal de saúde, como o do Brasil, leva a um modelo de sociedade baseado em garantias mínimas de equidade. “A Fiocruz é uma instituição ímpar na sociedade brasileira, muito completa no que diz respeito ao conjunto de políticas de saúde, destaco o seu papel de ter um olhar de desenvolvimento estratégico, com incorporação de produção tecnológica e industrial, o que é fundamental para superar uma situação de dependência”, afirmou o deputado.

Sobre uma possível vacina contra a Covid-19, Nísia comentou que a instituição está acompanhando os estudos mais promissores. “Sem dúvida, a Fiocruz terá um papel fundamental na produção da vacina, estamos na construção desses caminhos possíveis, com o Ministério da Saúde”, pontuou a presidente. Serafini reforçou que o papel da Fundação no momento da pandemia: “A Fiocruz se torna cada vez mais necessária para construir um novo país, com a consolidação do Sistema Único de Saúde, que, com todas as suas limitações, está cumprindo o seu papel em meio a esta crise”.

A presidente quis finalizar sua participação no debate da Alerj com uma mensagem um pouco mais otimista. “Temos visto um trabalho virtuoso da sociedade, seja no setor empresarial, artístico, da sociedade civil, das instituições, em geral, com a marca da solidariedade”, concluiu.

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