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VPAAPS: Centro colaborador Opas/OMS

 

Histórico


Por sua experiência e seu reconhecimento internacional, a Fiocruz foi designada Centro Colaborador em Saúde Pública e Ambiental da Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) em 3 de fevereiro de 2010.
 

O Centro Colaborador da Opas/OMS em Meio Ambiente e Saúde Pública, no Plano de Trabalho correspondente ao período de 2010-2013, possibilitou que a Fiocruz compartilhasse com outros países e regiões do mundo sua experiência em diagnóstico, intervenção, formação e competências educativas sobre questões do meio ambiente relacionadas à saúde pública.


Em 2014 foi apresentada proposta de redesignação que envolveu: o trabalho em conjunto para alcançar os objetivos do Programa de Trabalho da OPAS/OMS até 2018, especialmente nos temas ligados ao ambiente e à saúde pública; o apoio da Fiocruz à OMS na promoção e no desenvolvimento de metodologias para questões emergentes ligadas à saúde ambiental; a promoção de sistemas integrados e abordagens transdisciplinares para a temática; o desenvolvimento conjunto de diretrizes, ferramentas e relatórios relacionados aos determinantes sociais e ambientais da saúde; a disseminação de informação, a organização de estratégias de comunicação social e a preparação de cursos e materiais destinados ao aperfeiçoamento da saúde pública e ambiental; a assistência técnica à OPAS/OMS, colaborando com a rede de Centros Colaboradores da OPAS/OMS na região das Américas; o desenvolvimento de técnicas analíticas laboratoriais, diagnósticos e metodologias específicas; e a assistência técnica a OPAS/OMS em Sistemas de Informação Geográfica e outras tecnologias informacionais para o monitoramento e a vigilância de dados relativos ao ambiente, ao clima e à saúde pública.
 

Para a redesignação de 2018 foram considerados os avanços da Fundação na área nos últimos três anos, as suas novas prioridades institucionais e os objetivos estratégicos definidos pela OPAS/OMS. Os membros da Câmara Técnica de Saúde e Ambiente da Fiocruz participaram do processo apresentando propostas de continuidade de ações e de inovações dentro das linhas definidas. A proposta considerou um conjunto de eixos alinhados com os TORs, trazendo como marco de referência a determinação socioambiental da saúde e a Agenda 2030 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. No marco da estratégia de Cooperação Sul—Sul, priorizou as cooperações na Região das Américas e nos Países de Língua Portuguesa. Esta arquitetura se expressou num conjunto de oito iniciativas que se materializam em atividades. 


Ainda, o Plano de Trabalho do Centro Colaborador de Saúde Pública e Ambiente OPAS/OMS, da Fiocruz, tem como referência o Plano Estratégico da OMS 2016 – 2020 e o Plano Estratégico da OPAS 2014 – 2019.

 

 


Principais atividades e resultados do plano de trabalho o período de 2015-2020

 

O plano de trabalho de 2014 a 2017 do centro colaborador de saúde pública e meio ambiente era composto por 13 atividades que dialogavam com o plano estratégico da OPAS 2014-2019 e com as linhas prioritárias de ações da Fiocruz.  

 

1) Conflitos ambientais, saúde e desenvolvimento;

2) Clima e Saúde;

3) Vulnerabilidade e Adaptação a Mudanças Climáticas;

4) Violência e saúde;

5) Educação de técnicos em saúde;

6) Toxicologia laboratorial;

7) Habitação saudável;

8) Vigilância saúde ocupacional;

9) Virologia Saúde Ambiental;

10) Doença de Chagas;

11) Desastres e Saúde Pública;

12) Projetos de desenvolvimento e saúde da criança região amazônica;

13) Biodiversidade - criação do Centro de Informação em Saúde Silvestre.

 


A Discussão da questão dos conflitos ambientais e da justiça ambiental em sua relação com as características do modelo de desenvolvimento econômico na América Latina, tendo como referência principalmente o caso brasileiro gerou a revisão e atualização do Mapa de Conflitos envolvendo Injustiça Ambiental em Saúde no Brasil.


Na área de clima e saúde foram realizadas atividades para aprimorar o site do Observatório de Clima e Saúde da Fiocruz e incorporar informações sobre desastres e eventos climáticos extremos. Esses dados foram georreferenciados, o que permitiu a análise das tendências dos desastres e seus impactos na saúde. Vale destacar o desenvolvimento de um projeto de pesquisa sobre o impacto da seca nas condições de saúde do semiárido brasileiro. Foram coletados dados secundários sobre variáveis ​​meteorológicas, ambientais, sócio-políticas e epidemiológicas. Esses dados são apresentados na forma de tabelas e gráficos para permitir o monitoramento e análise das tendências de seca. Os postos sentinela foram implantados nas cidades de Manaus, Rio de Janeiro, Porto Velho e ao longo da divisa entre Amapá e Guiana Francesa. Esses locais são objeto de estudos sobre a relação entre o clima e as doenças sensíveis ao clima.


A terceira atividade buscou adaptar a metodologia sobre estudo de vulnerabilidade ambiental desenvolvida para os municípios do Estado do Rio de Janeiro aos municípios da Bahia e Minas Gerais existentes na bacia do rio São Francisco, a fim de contribuir para a sua utilização como instrumento de gestão estadual e municipal e elaborar relatório sobre a metodologia para a OMS (link).


A atividade sobre violência e saúde produziu análises sócio-epidemiológicas dos acidentes e violências em municípios da Região Leste do Estado do Rio de Janeiro (site); avaliou o impacto transgeracional do trauma em populações expostas à violência (artigo) e estudou as mortes violentas de jovens de um olhar compreensivo para uma tragédia humana e social (artigo).


A atividade sobre educação em técnicos de saúde pública era de responsabilidade da equipe da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) e teve como entregas:

 

a) Material de sistematização do Curso Técnico em Meio Ambiente, com ênfase em Saúde Ambiental para as Populações do Campo, projeto coordenado pelo Laboratório de Educação Profissional em Vigilância em Saúde da EPSJV em parceria com a Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde e com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra;

 

b) Produção de uma tecnologia socioeducativa na forma de um documentário em vídeo para ser utilizado como meio educacional material, intitulado "rio ou valão" (vídeo);

 

c) Desenvolvimento de material pedagógico de apoio à formação de Técnicos de Vigilância Sanitária (livro);

 

d) Curso de Atualização em Vigilância em Saúde Ambiental para capacitar trabalhadores de nível médio do Sistema Único de Saúde (SUS), curso Técnico em Vigilância Sanitária (CTVISAU), fruto de uma parceria entre a EPSJV e a Secretaria Municipal de Saúde da cidade do Rio de Janeiro (SMS-RJ) e curso de Qualificação Profissional em Cooperativa, Agroecologia, Saúde e Meio Ambiente.

 


O CC ofereceu cooperação técnica à OPAS / OMS em análises laboratoriais de toxicologia através do apoio a rede regional de laboratórios de toxicologia com atividades inter laboratoriais, incluindo inter calibração para poluentes alvo, webinars sobre métodos específicos e consultas em temas específicos, utilizando plataformas virtuais;  da liderança do desenvolvimento de capacidades e networking na implementação da pesquisa global de Poluentes Orgânicos Persistentes do leite humano, em implementação pela OMS e UNEP  e cooperação com outros Centros Colaboradores da OMS, especialmente aqueles com programas de treinamento estabelecidos para permitir visitas de acadêmicos e trabalho em rede entre diferentes laboratórios. O desenvolvimento de atividades no campo da educação, pesquisa, cooperação técnica e social com o objetivo de expandir o campo da habitação saudável pela Rede Brasileira por Moradia Saudável em conjunto com a Rede Interamericana saludable de Vivienda (RED VIVSALUD).


A atividade de virologia da saúde ambiental estabeleceu, implementou e avaliou novos métodos de concentração, detecção e quantificação de calicivírus e adenovírus humanos, apoiou a vigilância da transmissão entérica das hepatites virais A e E.


O fortalecimento da Rede de Monitoramento da Resistência de Triatomíneos a Inseticidas (REMOT), atividade coordenada em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Sáude para avaliar a suscetibilidade de populações de triatomíneos a inseticidas (artigo) com expansão para outros países da América do Sul com apoio da OMS.


O Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Cepedes/ENSP/Fiocruz) realizou o diagnóstico da capacidade de preparação e resposta aos desastres naturais e antropogênicos de 15 municípios baianos com a participação e apoio direto da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia que resultou em planos municipais de preparação e resposta a desastre; conclusão do Guia de Preparação e Resposta a Desastres na Saúde.


O Projeto de desenvolvimento e saúde da criança região amazônica foi implementado em três frentes: a primeira sobre o impacto de grandes desenvolvimentos na saúde infantil com foco em doenças diarreicas e parasitárias (artigo) doenças respiratórias na Amazônia devido aos incêndios somados às mudanças climáticas que agravaram a situação da saúde da criança e do adolescente (artigo) e por último a exposição ao mercúrio na população infanto-juvenil devido ao consumo de peixes com altos teores do metal na área de mudanças no ecossistema da Amazônia brasileira (artigo).


A última atividade do plano de trabalho de 2014 a 2017 foi atualização do site do Centro de Informação em Saúde Silvestre (CISS), um espaço virtual dedicado à questão da saúde silvestre e humana que atua para agregar e consolidar conhecimentos, ações e políticas relacionadas à conservação da biodiversidade brasileira, à melhoria da saúde humana e de todas as espécies e às melhores práticas de desenvolvimento sustentável.


As atividades do Centro Colaborador de Saúde Pública e Ambiente previstas para o período de 2018 a 2022 apontam para o fortalecimento da discussão da relação Saúde, Ambiente e Sustentabilidade e a instrumentalização de sua operacionalização, incluindo entre outros processos, a consolidação de trabalho em rede, a construção de sistemas de informação capazes de auxiliar a análise de situações de saúde, o desenvolvimento de tecnologias sociais, a produção de conhecimento, da política, da governança e do controle social. 


Tomou-se ainda como base, a coleção de documentos institucionais sobre saúde, ambiente e sustentabilidade cuja principal característica é a apresentação do acúmulo institucional do conjunto de conhecimentos neste campo de atuação, trazendo além do conteúdo a reflexão acumulada em cada tema abordado. O conjunto desses documentos contribui para a produção, disseminação e compartilhamento de conhecimentos e tecnologias em Saúde, Ambiente e Sustentabilidade e a promoção da saúde e da qualidade de vida.

 

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