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Simpósio virtual marcou os 102 anos do Instituto Nacional de Infectologia


18/11/2020

Por: Antonio Fuchs (INI/Fiocruz)

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Valdiléa Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) coordenou o simpósio de aniversário que celebrou os 102 anos da unidade, realizado de forma virtual no dia 9 de novembro. O evento, que teve como tema central a resposta do INI/Fiocruz à Pandemia de Covid-19, trouxe diferentes exposições mostrando como os profissionais que atuam na assistência e os pesquisadores dos mais variados laboratórios da instituição se prepararam para enfrenta o desafio apresentado pelo novo coronavírus no país. A solenidade de abertura contou com a participação da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

Em sua fala inicial, a diretora Valdiléa Veloso lembrou que o simpósio ocorre em um momento muito difícil para o país e o mundo que vive a situação de uma epidemia devastadora e que afeta a todos. “Esta não é a primeira pandemia enfrentada pelo INI. Logo no início da revitalização do Hospital Evandro Chagas, nos anos 1980, estávamos em plena pandemia da Aids. Agora, para darmos uma resposta ainda mais eficiente, a construção do novo Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 permitiu que nossas ações tenham sido ainda mais robustas, salvando assim inúmeras vidas”, destacou Valdiléa.

A presidente Nísia Trindade Lima salientou a importância do desenvolvimento do INI ao longo de seus 102 anos de atividades como um instituto de referência nacional tanto no cuidado dos pacientes com diferentes doenças infecciosas, mas também como uma unidade de pesquisa clínica e de formação de quadros altamente especializados para o Sistema Único de Saúde.


Solenidade de abertura contou com as presenças de Nísia Trindade Lima (presidente da Fiocruz) e Valdiléa G. Veloso (diretora do INI)

Ao longo do dia as palestras mostraram a diversidade de estudos em desenvolvimento pelas equipes que integram os laboratórios do INI, relacionando a Covid-19 com diferentes agravos em saúde como os neurológicos, a doença de Chagas, as micobacterioses, a oftalmologia infecciosa, a dermatologia, HIV/Aids, entre outras. Estudos coordenados pelo Instituto, como o Solidarity, da Organização Mundial da Saúde, ou na busca por vacinas contra o novo coronavírus, como o Ensemble, também foram apresentados. As vices-direções de Ensino, Pesquisa Clínica, Serviços Clínicos e de Gestão também demonstraram suas ações para combater a pandemia. Além disso, serviços como Enfermagem, Farmácia, Serviço Social, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição e Radiologia expuseram como é a rotina de trabalho e o atendimento aos pacientes no Centro Hospitalar.

Ao final do simpósio foi apresentada uma homenagem feita pela médica plantonista do INI Adriana Pinto ao Dr. Maurício Naoto Saheki, médico plantonista da Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Evandro Chagas e infectologista do ambulatório de Leishmaniose do Instituto, que faleceu vítima da Covid-19 em maio deste ano.

Encerrando o encontro, a diretora Valdiléa Veloso voltou a ressaltar o comprometimento de cada profissional do Instituto na excelência de seu trabalho e nos desafios enfrentados diariamente por todos. Ela lembrou que foi acertada a decisão, no passado, de não se fechar o Hospital Evandro Chagas, mas sim revitaliza-lo, o que fez do INI o que é hoje, uma unidade de ensino, pesquisa e assistência de referência nacional em doenças infecciosas com inúmeros jovens pesquisadores que estão desenvolvendo suas carreiras, e que farão com que a unidade cresça ainda mais nos próximos anos. “Nosso trabalho continuará firme e forte porque contamos agora com um Centro Hospitalar com um número bem maior de leitos e trazendo novos desafios. Mas sabemos que essa estrutura continuará salvando diversas vidas, principalmente daqueles pacientes que têm acesso limitado ao SUS”, finalizou.

Todas as apresentações podem ser assistidas no canal do INI no YouTube.

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