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15/01/2020

Sala de Convidados discute saúde mental da população negra e psicologia preta


Fonte: Canal Saúde

O índice de suicídio entre jovens negros é maior do que entre jovens brancos. A cada dez jovens que tiram a própria vida no Brasil, seis são negros. O dado é de um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade de Brasília (UNB), divulgado no início de 2019. O levantamento mostra também que, entre 2012 e 2016, a taxa de suicídio entre pessoas brancas de 10 a 29 anos permaneceu estável no país, enquanto o mesmo índice entre pessoas negras subiu de 4,88 para cada 100 mil habitantes para 5,88 por 100 mil.
 
Esses números são apenas um dos indicativos do mal que o racismo faz à saúde mental da população negra, gerando problemas como ansiedade e depressão. Dados como a renda média do trabalhador negro ser cerca 55% menor que a do trabalhador branco e o desemprego entre negros ser mais alto do que entre brancos (14,9% no primeiro grupo e 11,6% no segundo) também ajudam a entender de onde vem os impactos psíquicos da discriminação racial. Para atuar contra esse tipo de desigualdade, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. No entanto, nem sempre o atendimento psicológico às vítimas do racismo é feito de forma adequada.
 
Para enfrentar os danos causados pelo racismo e lidar com as demandas da população negra no campo da saúde mental, surgiu nos Estados Unidos, na década de 1960, a Black Psychology, Psicologia Preta em português, ramo da psicologia que vem crescendo no Brasil. Para conhecer melhor as questões relacionadas à Saúde Mental da População Negra, como o racismo pode causar transtornos psíquicos e entender o que é a Psicologia Preta, o Sala de Convidados discute esses temas nesta quinta-feira (16), ao vivo, às 11h, no Canal Saúde.
 
Participam do programa a psicóloga, mestranda em Subjetividade, Política e Exclusão Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), idealizadora do projeto clínico psicoterapêutico "Psicologia em Diáspora" e coordenadora da equipe técnica do Centro de Atenção Psicossocial em Alcântara (RJ) e do projeto social nas escolas, "África em Nós", Tainara Cardoso; e a professora de História,  membro do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros - Sankofa e idealizadora do Saravá CBNB, Projeto Diálogo entre Povos e Giras da Zó, Janete Santos Ribeiro. Não perca e participe!    
 
Dicas importantes
 
O programa mudou para às quintas-feiras, mas continua ao vivo no mesmo horário, das 11h às 12h. Outra mudança importante é para quem assiste por meio de antena parabólica. O Canal Saúde está em nova frequência, 3675 e com novo symbol rate, 4400. É necessário alterar essas configurações no receptor da parabólica para manter a sintonia no canal. Veja a seguir todas as formas de acesso ao Canal Saúde e como é possível o espectador ajudar a fazer o programa no dia.
 
Sobre o Sala de Convidados
 
Programa ao vivo, inédito toda quinta-feira, das 11h às 12h. Os temas em geral são factuais, relacionados às políticas públicas na área da saúde e a participação do espectador pode ser antecipada ou no dia com perguntas através do número 0800 701 8122, pelo WhatsApp 21 99701- 8122, pelas redes sociais do Canal Saúde ou pelo e-mail canal@fiocruz.br.
 
Como assistir
 
Televisão: canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília e 62.4, em São Paulo, na multiprogramação da TV Brasil, no Sistema Brasileiro de TV Digital (também é acessível para celulares com TV); em todo o Brasil por antena parabólica digital (frequência 4085). Internet: acesse o site do Canal Saúde e clique em Assista Agora na página principal (acessível por computadores e dispositivos móveis). Aplicativo: baixe o app do Canal Saúde em um dispositivo móvel e assista aos programas em tempo real.

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