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IFF/Fiocruz comemora 10 anos de Instituto Nacional


10/02/2021

Por: Suely Amarante (IFF/Fiocruz)

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Com a missão de promover saúde para mulheres, crianças e adolescentes e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) comemorou, no dia 21 de dezembro de 2020, 10 anos de sua designação como Instituto Nacional. Essa denominação formalizou a condição do IFF/Fiocruz como órgão auxiliar do Ministério da Saúde (MS) no desenvolvimento, na coordenação e na avaliação das ações integradas para a saúde do seu público específico em todo o território nacional.

“Essa celebração representa um marco importante, principalmente no momento atual, no qual, o papel nacional do IFF está consolidado como unidade estratégica da Fiocruz para a saúde de mulheres, crianças e adolescentes. Temos responsabilidades adicionais que foram explícitas na Portaria de dezembro de 2010, um papel de órgão auxiliar na formulação, no planejamento, no acompanhamento, no monitoramento e na avaliação de políticas para crianças, mulheres e adolescentes, além das atribuições que já tínhamos, historicamente, ligadas à nossa inserção na Fundação como hospital de referência assistencial, pesquisa, ensino e na formação de recursos humanos para o SUS”, ressaltou a médica, pesquisadora e coordenadora de Ações Nacionais e Cooperação do IFF/Fiocruz, Maria Auxiliadora Gomes.

O Diretor do Instituto, Fábio Russomano, atribuiu esse marco ao engajamento e comprometimentos dos trabalhadores. “Esses 10 anos de trabalho do Instituto foram pautados no compromisso e dedicação de todos os trabalhadores, sejam da Atenção à Saúde, da Educação, da Pesquisa, Gestão & Desenvolvimento Institucional e Ações Nacionais e Cooperação. O trabalho de todos e dos que já passaram por essa quase centenária Instituição é que faz o IFF ser referência local, regional e nacional no cuidado e na produção de conhecimento para a promoção da saúde de mulheres, crianças e adolescentes”, enfatizou Russomano.

O papel de Instituto Nacional exercido pelo IFF é histórico, vem de décadas e têm inúmeras iniciativas de formação de quadros estratégicos para o SUS em vários estados brasileiros, através dos programas de residência médica e, posteriormente, residência em enfermagem e multiprofissional, pioneiros na formação de muitos profissionais.

Outros marcos também consolidaram essa trajetória, como a Rede de Bancos de Leite Humano, posteriormente ampliada para Rede Global de Bancos de Leite Humano. Fruto de uma ação integrada entre a Fiocruz e o Ministério da Saúde (MS), a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (Rblh-BR) é composta por 221 BLHs e 199 postos de coleta. Nas últimas décadas, a experiência brasileira em BLHs também se tornou um modelo de referência mundial, servindo como base para a criação da Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH). Até o momento, o esforço de cooperação técnica já resultou em projetos de implementação de BLHs e colaboração com nações da América Latina, Caribe, Península Ibérica e África.  

Ao longo desses 10 anos, o Instituto registrou o seu protagonismo em vários projetos de políticas públicas. Dentre muitos, ressaltamos, em 2012, a participação na coordenação do Projeto de Apoio à Implementação da Rede Cegonha no Brasil, estratégia operacionalizada pelo SUS, em parceria com a Política Nacional de Humanização (PNH) e com as Áreas Técnicas de Saúde da Mulher, da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde. No contexto dessa iniciativa, merecem registro duas turmas de mestrado profissional, tendo esse tema como objeto central, que recebeu alunos de diferentes estados brasileiros.

“Esse foi mais um exemplo de alinhamento estratégico entre formulação, implementação de políticas públicas e formação de quadros estratégicos para o SUS. Na ocasião, formamos 32 alunas, responsáveis por 32 projetos, que geraram e produziram conhecimentos sobre questões fundamentais para a atenção à gestação, ao parto e nascimento, ao puerpério, ao recém-nascido e às crianças menores de dois anos de vida”, complementou a pesquisadora Maria Auxiliadora, que coordenou as turmas do mestrado.

Também foram marcos importantes na história do IFF/Fiocruz como Instituto Nacional, a participação na formulação da Política Nacional de Atenção Integral à Pessoa com Doenças Raras e a habilitação do Centro de Referência para Doenças Raras, o único no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa foi conferida pelo Ministério da Saúde (MS) no ano de 2017. O mesmo ano também foi marcado com o início da primeira turma de mestrado profissional em saúde da criança e da mulher com ênfase no vírus Zika, mais uma ação de alinhamento às diretrizes institucionais de conjugação de esforços de pesquisa, ensino e assistência diante da crise sanitária provocada pelo vírus Zika.

A conquistas não param por aí

Em 2019, o IFF/Fiocruz abraçou mais um projeto voltado para a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, o ApiceON, que teve como objetivos centrais o aprimoramento e a inovação no cuidado e ensino em obstetrícia e neonatologia nos hospitais universitários e de ensino, com ênfase na qualificação das práticas de humanização da atenção ao parto e nascimento de risco habitual, no planejamento familiar e nas situações de mulheres vítimas de violência.

A Estratégia QUALINEO também veio para coroar a trajetória de 10 anos de Instituto Nacional. Iniciativa definida pelo MS, por meio da Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno (CGSCAM/DAPES/SAS) com a coordenação executiva do IFF/Fiocruz, é pautada na redução das taxas de mortalidade neonatal e qualificação da atenção ao recém-nascido nas maternidades. Segundo a coordenadora de Ações Nacionais e Cooperação do Instituto, Maria Auxiliadora, o novo ciclo da Estratégia QUALINEO, programada para o período 2021 – 2022, amplia o conjunto e o alcance das ações uma vez que será estendida aos 27 estados da federação brasileira.

Ainda sobre as conquistas do IFF/Fiocruz, o diretor do Instituto mencionou a atualização do Regimento Interno, documento que norteia as ações e estratégias da gestão. “Em 2019, atualizamos o nosso Regimento Interno, formalizando um sistema de governança horizontalizado, garantindo a gestão participativa, a corresponsabilização e a transparência. Foi um grande avanço que está sendo posto à prova e mostrando sua utilidade no enfrentamento coletivo à Covid-19”, destacou Fábio Russomano.

Para ampliar o acesso ao conhecimento, gerar e difundir iniciativas para políticas e programas de saúde, foi desenvolvido, em 2017, o Portal de Boas Práticas, com foco na melhoria da prática clínica, com a disponibilização de documentos das autoridades sanitárias brasileiras, orientações e notas técnicas nacionais sobre o cuidado com gestantes/puérperas, recém-nascidos e crianças. O Portal, que ao final de 2019, já havia sido reconhecido e utilizado em todo o país, se configurou como sido um grande aliado na disseminação da informação nesse período de pandemia da Covid-19.

Segundo Maria Auxiliadora Gomes, também coordenadora do Portal, em termos de abrangência nacional, “o Portal de Boas Práticas está próximo a dois milhões de acessos, tem chegado em todos os estados brasileiros e o Distrito Federal e representa o protagonismo consolidado do trabalho prestado pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança, e do Adolescente Fernandes Figueira”, finalizou.

“O Portal de Boas Práticas e outras iniciativas de âmbito nacional têm contribuído para a disseminação de conhecimento baseado em evidência para a organização da atenção e para o melhor cuidado de gestantes, crianças e adolescentes no contexto da Covid-19 e nas demais demandas de cuidado à saúde. É na crise que as grandes instituições se revelam e são reconhecidas pela sociedade brasileira. Essa crise vai passar e estaremos mais eficientes e unidos depois disso tudo”, complementou Russomano.

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