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ICTB abre as portas para meninas da rede pública de ensino


20/02/2020

Por Gian Cornachini

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A estudante do ensino médio Daiana Galdino Pinto da Silva em visita aos laboratórios do ICTB. (Foto: Gian Cornachini)

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 11/2 como o “Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência”, data que passou a integrar o calendário da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O Dia é marcado por atividades que visibilizam mulheres ligadas à ciência e tecnologia da instituição. Neste ano, a Fiocruz trouxe para seus campi centenas de adolescentes de diversas escolas públicas para conhecer a rotina de trabalho da Fundação. O Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz) participou do evento e recebeu duas estudantes do ensino médio, que foram recepcionadas pela pesquisadora e veterinária Tatiana Kugelmeier. A profissional levou-as para conhecer o trabalho no campo da ciência em animais de laboratório.
 
A diretora do ICTB, Carla Campos, conversou com as estudantes, destacando os desafios que envolvem a criação de animais para fins científicos: “É claro que o melhor cenário seria que a gente não precisasse utilizar animais, mas o mundo está longe disso ainda. E enquanto não eliminamos esse uso, tentamos dar as melhores condições para eles, prezando por seu bem-estar. Também trabalhamos na busca por implementar métodos alternativos que reduzam a utilização de animais em pesquisas”, explicou ela.

A diretora Carla Campos (no canto direito), ao lado da pesquisadora Tatiana Kugelmeier (de branco), conversando com as alunas visitantes (no centro, de camisetas amarela e rosa). (Foto: Gian Cornachini)

Victória Ferro da Silva adora a área biológica e tem vontade de trabalhar com próteses para animais. Para ela, estar no ICTB contribuiu para a escolha da carreira que deseja seguir: “Depois dessa visita incrível, trago a certeza de que quero trabalhar com animais”. Ela valorizou também a inserção das mulheres no campo científico: “Ser mulher e estar dentro da ciência mostra que somos capazes de fazer o que quisermos e quando quisermos”. Daiana Galdino Pinto da Silva, compartilhando do mesmo sentimento, declarou: “Foi muito bom poder ver tantas mulheres pesquisadoras no mesmo espaço. Esse evento me trouxe esperança de que a luta das mulheres está em progresso”.
 
A pesquisadora Tatiana, destacou a importância desse contato entre as estudantes e as profissionais mulheres do instituto como fonte de inspiração para suas futuras carreiras. “As meninas viram mulheres aqui não só nas áreas técnicas, mas também em posições de liderança, chefia e de direção, mostrando que a mulher consegue cuidar da sua vida pessoa, ter capacidade de seguir uma carreira científica e assumir cargos de gestão”, ressaltou ela.

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