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Fiocruz Minas/IRR comemora o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência


18/02/2020

Fiocruz Minas/IRR*

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Alunas de escolas públicas localizadas no entorno do IRR, moradoras do Barro Preto e representantes de Movimentos dos Atingidos por Barragens participaram, no dia 11 de fevereiro, do evento em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, promovido pela Fiocruz Minas. O projeto ‘‘Iniciativas da Fiocruz Minas para fortalecer diferentes territórios a partir da atração de mais meninas e mulheres na ciência’’ contou com uma série de atividades, que incluiu roda de conversa com o tema ‘‘O conhecimento produzido por mulheres’’ com pesquisadoras do IRR e de outras instituições, exibição de filmes e debates. Houve, ainda, a apresentação do projeto Iniciativas da Fiocruz Minas para fortalecer diferentes territórios a partir da atração de mais meninas e mulheres na ciência, ministrada pela diretora da Fiocruz Minas, Zélia Profeta.

“Estamos muito felizes com a presença de todas vocês, nossas vizinhas, que moram ou estudam na região, e ainda nossas companheiras do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Este projeto, do qual vocês estão fazendo parte, foi aprovado pela Presidência da Fiocruz, que, desde 2017, tem uma mulher à frente e vem fortalecendo iniciativas voltadas para a igualdade de gênero e também de raça. Para realizá-lo, estamos contando com recursos da Vice Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz e, na segunda etapa do projeto, contaremos com recurso de emenda parlamentar da deputada Beatriz Cerqueira, que é presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Então, teremos um longo trabalho pela frente e é muito bom poder contar com todas vocês”, afirmou a diretora Zélia Profeta, durante a abertura.

Coordenação do projeto

Da esquerda para direita:  Drª Carolina Cunha, Drª Paula Bevilacqua, Stephanie Cabral e Drª Paloma Coelho

Um vídeo, em que as moradoras do Barro Preto contam histórias do bairro, foi exibido durante o evento. As pesquisadoras Paula Bevilacqua e Paloma Coelho, do IRR, falaram sobre a produção do material e reforçaram a importância de resgatar memórias a partir do olhar feminino.

Abrindo a roda de conversa, a representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Anna Gaaleb, falou sobre o projeto Arpileras, que, por meio do bordado, denuncia problemas enfrentados pelas mulheres que vivem em áreas de mineração. Já a pesquisadora Beth Cardoso, do Centro de Tecnologias da Zona da Mata, abordou o tema ciência cidadã e contou a experiência do trabalho desenvolvido com mulheres agricultoras, por meio do Programa Mulheres e Agroecologia.  Em seguida, as pesquisadoras Tânia Maria de Almeida Alves, Denise Alvarenga, Cristiana Brito e a representante da Asfoc, Fernanda Rezende, falaram sobre suas trajetórias na carreira científica e na defesa da democracia.

Outra atividade realizada foi a exibição de trechos do filme Semeando vida – Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics). As pesquisadoras Denise Nacif e Polyana Valente, coautoras do documentário, compartilharam a experiência de produzir o material, reforçando que a principal mensagem do filme é mostrar as diferentes formas de produzir conhecimento.

Entre as alunas, a avaliação do evento foi positiva. “Estou feliz por participar deste encontro porque a gente sempre ouve falar da Fiocruz pela televisão e é muito bom conhecer as pessoas que trabalham aqui. Como mulher e negra, vejo que faltam oportunidades e, por isso, é muito bom ter a oportunidade de conhecer mulheres que perseveraram e conseguiram conquistar o que desejavam”, afirmou Ana Beatriz, aluna do 3º ano.

Gabriella Santhorini, estudante da Escola Estadual Pedro II contou sobre a sensação de fazer parte do evento e seus planos para o futuro. ''Sempre escutamos que nós não somos capazes de conquistas, mas nós somos sim. Essas mulheres que aqui estão são o verdadeiro exemplo disso. Para muitas de nós é uma oportunidade maravilhosa que está esclarecendo muita coisa e abrindo a cabeça de muita gente. Eu espero que outras meninas tenham essa oportunidade de estar aqui, com a possibilidade de escutar depoimentos e ver quão maravilhoso é observar mulheres ocupando espaços incríveis e eu quero que todas essas meninas aqui possam ocupar os espaços que elas quiserem. Eu tenho o sonho de seguir na área da medicina e eu vou lutar para isso. Tenho certeza de que quando eu conseguir - porque eu vou conseguir - a recordação do dia de hoje virá à tona'', afirmou a aluna.

“Ouvir que muitas de vocês estudaram em escola pública é uma inspiração porque a gente ouve tanto falar mal da escola pública. Então, é bom saber que vocês são cientistas. E também gostei muito de conhecer a forma como a Fiocruz trabalha”, ressaltou Larissa, do 2º ano.

Para Gabriele, do 2º ano, é muito inspirador ver mulheres ocupando cargos importantes e fazendo ciência. “É maravilhoso conhecer tantas mulheres ocupando espaços. Meu sonho é fazer medicina e, quando eu conquistar meu objetivo, vou me lembrar de tudo o que ouvi aqui hoje”, destacou.

Encerrando as atividades, todas as participantes posaram para uma foto em frente ao muro da unidade, onde um grafite, produzido por Carolina Jaued do grupo Minas de Minas, faz homenagem às pesquisadoras Alda Falcão e Virgínia Schall, duas importantes cientistas que fizeram história na instituição.

Assista na íntegra o evento realizado na Fiocruz Minas.

*Colaborou João Marcello Boueri Rossigneux

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