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28/09/2018

Academia Chinesa de Ciências e Fiocruz firmam cooperação

Nisia e Zhang Yaping assinando o memorando

Por: Julia Dias (Agência Fiocruz de Notícias)

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e o vice-presidente da Academia Chinesa de Ciências (CAS, na sigla em inglês), Zhang Yaping, assinaram um Memorando de Entendimento (MdE) na sede da Fiocruz, na última quarta-feira (26/9). O Memorando é o terceiro assinado entre a Fiocruz e intuições científicas chinesas e marca mais um passo na cooperação entre os dois países em desenvolvimento. O primeiro documento foi assinado em novembro de 2017, entre a Fiocruz e o Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (CDC China), e o segundo em fevereiro deste ano, entre a Fundação e quatro instituições chinesas. 

Este é o primeiro MdE assinado diretamente com a Academia Chinesa de Ciências e prevê o intercâmbio de cientistas e de dados, assim como a elaboração de projetos de pesquisa, eventos científicos e artigos em conjunto.

"Esse é o terceiro memorando que a presidente assina em conjunto com a Academia Chinesa de Ciências. Os dois anteriores foram com instituições e organizações específicas, agora criamos um entendimento para dialogar com todos os mais de 120 institutos dessa organização”, disse Carlos Morel, diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), que lidera a iniciativa.

A CAS é maior instituição científica da China e, diferentemente de outras academias de ciências, possui instalações e laboratórios próprios. Responsável por boa parte da infraestrutura de ciência no país, a Academia coordena 124 instituições, sendo 104 institutos de pesquisa e cinco universidades. Além disso, a CAS possui sete laboratórios fora do território chinês. Entre eles o Centro de Astronomia da América do Sul, no Chile, e o Laboratório Conjunto China-Brasil para clima espacial, no Brasil. A Academia ainda conta com instalações de megaciência, como um telescópio esférico de 500 metros de abertura. Dela saíram importantes descobertas, como o mapeamento da estrutura do vírus da zika.

“Esta parceria é especialmente importante pelo papel estratégico que as duas instituições possuem”, disse a presidente da Fiocruz na cerimônia de assinatura do documento.

O vice-presidente da CAS também se mostrou muito contente com a parceria e impressionado com o histórico e as instalações da Fiocruz. “Com a assinatura desse MdE reforçamos essa colaboração que ainda tem muito potencial para crescer e apoiar a saúde pública nos dois países”.

No dia seguinte da visita à Fiocruz, a comitiva da CAS se reuniu com membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC), na sede da instituição, para firmar outra parceria. A ABC passa a fazer parte de uma rede internacional de centros associados do Centro de Excelência em Doenças Emergentes da CAS e da Academia Mundial de Ciências (TWAS, na sigla em inglês). A rede possui centros na América do Sul, União Africana, Ásia Central e Sudeste Asiático e tem como foco prevenção de doenças, com pesquisa de ponta em países em desenvolvimento. A Fiocruz também foi convidada para integrar a rede.

“A ideia é fortalecer nossos laços de cooperação internacional também através da Twas, cujo escritório brasileiro está no Rio e cuja parceria com a CAS é extremamente sólida”, explica Morel.

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