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01/11/2018

OMS alerta para a redução da cobertura vacinal contra Pólio nas Américas


Fonte: OPAS/OMS Brasil

Os países das Américas devem tomar medidas imediatas para aumentar a cobertura da vacinação contra a pólio para 95%, aconselha a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). Esse chamado, feito após relatos de que a cobertura em muitos países das Américas está abaixo dos níveis recomendados, ocorre pouco depois do Dia Mundial Contra a Pólio, celebrado em 24 de outubro.

As Américas têm permanecido livres de casos de poliovírus selvagem por 27 anos, sendo o último caso detectado em 23 de agosto de 1991, no Peru. Os países da região conseguiram eliminar a pólio alcançando altas taxas de cobertura vacinal de crianças e por meio de uma vigilância epidemiológica continuada para garantir a detecção precoce de surtos.

“A Região das Américas não tem pólio, mas enquanto houver até um caso de poliomielite em qualquer parte do mundo, ainda estamos em risco”, disse Jarbas Barbosa, subdiretor da OPAS. “Ao alcançar e manter uma alta cobertura vacinal e ao fortalecer a vigilância epidemiológica, podemos transformar em realidade o sonho de um futuro livre da pólio no mundo”, acrescentou.

Relatórios recentes, no entanto, mostram que os países não estão mantendo a taxa de cobertura de vacinação de 95% – exigida em todos os níveis para prevenir a transmissão da pólio. Isso significa que algumas comunidades estão em risco de serem incapazes de prevenir um surto no caso de um caso importado ocorrer ou se houver um caso de poliovírus derivado da vacina.

Pólio e as Américas

A poliomielite é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus que invade o sistema nervoso, resultando em paralisia em questão de horas. Afeta principalmente crianças menores de cinco anos e é transmitida de pessoa para pessoa. Embora não haja cura, o vírus é evitável pela vacina. A vacina contra a poliomielite, administrada várias vezes, pode proteger a criança por toda a vida.

Em 1975, quase 6.000 casos de pólio foram notificados na Região das Américas e, em 1991, foram detectados os últimos seis casos. Três anos depois, em 1994, a doença foi formalmente declarada eliminada da Região. Desde então, nenhuma criança no continente ficou paralisada por conta do poliovírus selvagem. Como a primeira Região do mundo a eliminar a pólio, a OPAS e as Américas lideraram o caminho para um mundo livre da doença.

A OPAS está atualmente trabalhando com os países para garantir que, a cada ano, mais de 95% das crianças menores de um ano de idade sejam vacinadas contra a pólio em todos os municípios dos países das Américas. Os esforços também se concentram no aumento do monitoramento de casos de paralisia flácida aguda e no cumprimento dos requisitos da Iniciativa de Erradicação Global da Pólio, do Plano Estratégico para Erradicação da Poliomielite e a Fase Final e da Comissão Global de Certificação da Erradicação da Poliomielite.

“Quando se trata de manter as Américas livres da pólio não há lugar para a complacência”, disse Cuauhtémoc Ruiz Matus, chefe da Unidade de Imunização Integral da Família da OPAS. “As taxas de cobertura de vacinação devem ser aumentadas imediatamente para proteger as crianças de nossa Região desta doença mortal. Enquanto a poliomielite existir em qualquer lugar, é uma ameaça para as crianças em todos os lugares”.
 
Erradicação mundial

Embora os casos de pólio no mundo tenham diminuído em mais de 99% desde 1988 (saindo de uma estimativa de mais de 350.000 casos para apenas 20 casos notificados em outubro deste ano), se uma única criança estiver infectada com o poliovírus, crianças em todos os países estarão em risco. O poliovírus pode ser facilmente importado para um país livre da pólio e pode se espalhar rapidamente entre as populações não imunizadas, razão pela qual a manutenção de uma alta taxa de cobertura vacinal é tão importante.

Hoje, o mundo está mais perto do que nunca de alcançar o objetivo de erradicar a pólio. A nível mundial, há menos casos agora do que em qualquer outro momento da História. Quatro das seis regiões da OMS foram certificadas como livres da pólio e apenas um dos três tipos de poliovírus selvagem (tipo 1) continua circulando no mundo.

A frente do árduo trabalho que resultou nessas conquistas está a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, liderada pela OMS, Rotary Internacional, os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), UNICEF e a Fundação Bill e Melinda Gates, além do compromisso e esforço dos próprios países.

A erradicação global da poliomielite significará um mundo sem essa doença para as futuras gerações, bem como uma economia de entre 40 bilhões e 50 bilhões de dólares estadunidenses. A falha em atingir a meta de erradicação resultaria em um ressurgimento da doença e se estima que haveria cerca de 200.000 casos por ano no mundo. “Com o compromisso de todos, a poliomielite será a primeira doença a ser erradicada no século 21”, disse Jarbas Barbosa. “Todos nós devemos agir agora para proteger nossos filhos”.
 
Dia Mundial da Pólio

O Dia Mundial Contra a Pólio foi criado pela Rotary Internacional há uma década para comemorar o nascimento de Jonak Salk, que liderou a primeira equipe a desenvolver uma vacina contra a poliomielite. Desde então, o dia tem sido usado para aumentar a conscientização sobre a importância da vacinação na erradicação do vírus. O dia é comemorado todos os anos em 24 de outubro.

 

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