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29/08/2019

Livro da Editora Fiocruz tem pré-lançamento e debate no Museu da Imigração de São Paulo

Saúde de migrantes e refugiados no Museu da Imigração

Marcella Vieira/Editora Fiocruz

Título mais novo da coleção Fazer Saúde, Saúde de migrantes e refugiados teve pré-lançamento e debate no Museu da Imigração, em São Paulo, na tarde do dia 31 de agosto. O evento foi gratuito e aberto a todos os interessados. As autoras Deisy Ventura e Veronica Yujra participaram de um bate-papo com a convidada Jobana Moya sobre os principais temas abordados no livro.

A obra levanta uma das questões mais urgentes da contemporaneidade: a mobilidade humana internacional e as condições de saúde de migrantes e refugiados no Brasil e em diversas partes do mundo.  
Com um enfoque atualizado e preciso sobre o tema, o título é "fruto da produção híbrida de uma migrante boliviana e trabalhadora do Sistema Único de Saúde e de uma pesquisadora de alto nível no fascinante campo da saúde global", destaca o professor e pesquisador Paulo Buss, ex-presidente da Fiocruz.

A primeira é a cirugiã-dentista Veronica Quispe Yujra, mestre e doutoranda em Patologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e fundadora do coletivo Sí, Yo Puedo!, espaço de acolhimento que promove a integração de migrantes em São Paulo. A outra autora, a advogada Deisy Ventura, é doutora em Direito Internacional pela Universidade de Paris I Pantheón-Sorbonne (França) e professora titular da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Já a ativista Jobana Moya, imigrante boliviana, foi uma das fundadoras da Equipe Base Warmis, que integra a Frente de Mulheres Imigrantes e Refugiadas. 

O livro e a coleção Fazer Saúde
Em cinco capítulos, as pesquisadoras abordam a situação atual da mobilidade humana no mundo e da imigração no Brasil, a saúde como um direito humano para as comunidades de migrantes e refugiados, além de resumos sobre as experiência realizadas na Secretaria de Saúde do município de São Paulo, que, em 2016, contemplou rodas de conversas e sensibilização entre gestores e trabalhadores da saúde em unidades com grande fluxo de migrantes internacionais.   

A coleção Fazer Saúde pretende contribuir para a qualificação de profissionais, pesquisadores e gestores do SUS, estimulando o diálogo entre conhecimentos científicos, educação, inovações tecnológicas, saberes e práticas em saúde. A obra vai ao encontro dos preceitos da coleção, destacando a necessidade de acolhimento aos migrantes e refugiados como um fator de enriquecimentos para a sociedade, expressando, portanto, um projeto de fortalecimento de um SUS multicultural, "um SUS que respeite, que acolha e cuide de todo e qualquer tipo de diferença humana", defendem as autoras.

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