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Lançamento de e-book interativo e debate sobre desigualdades marcam o encerramento do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência


22/02/2021

Por Samantha Mahara Martynowicz e Valentina Leite

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No dia 12 de fevereiro, último dia de programação do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encerrou as atividades iniciadas em 10 de fevereiro com algumas novidades. Com duas mesas virtuais repletas de convidadas e o lançamento de um e-book inédito, o público pode acompanhar o encerramento pelo Youtube da Fundação. Todas as atividades estão disponíveis aqui na página especial de Mulheres e Meninas na Ciência, no Portal Fiocruz.

Pela manhã do dia 12, a mesa virtual Menina hoje, cientista amanhã: encontro de gerações deu destaque ao lançamento de um e-book digital da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) e a algumas convidadas que participaram do livro, através de seus depoimentos e experiências a respeito do tema.

Beatriz Grinsztejn (Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas), Marilda Gonçalves (Fiocruz Bahia), Zélia Profeta (Fiocruz Minas), Jaqueline Goes (Universidade de São Paulo), Aryella Corrêa (Pibic/Far-Manguinhos) e Amanda da Rocha Paula Reyes (Programa de Vocação Científica no Instituto Oswaldo Cruz) foram as meninas e mulheres que estiveram presentes neste encontro e puderam compartilhar um pouco sobre as suas trajetórias dentro da carreira científica.

Após esse momento de grande visibilidade e em defesa da igualdade de gênero na ciência, a publicação organizada pela coordenadora Nacional da Obsma, Cristina Araripe, em conjunto com João Boueri e Valentina Leite, foi apresentada em tempo real aos mais de 100 participantes acompanhando pelo Youtube.

“Não poderíamos deixar de mostrar a vocês esse trabalho que é dedicado ao futuro, aos professores e aos alunos da Educação Básica do nosso país. Sem educação, sem saúde, sem ciência, sem o SUS, sem tecnologia forte e sem desenvolvimento sustentável, nada disso seria possível”, declara Cristina.

Idealizado e produzido em apenas seis meses, o e-book de 56 páginas conta a história da presença feminina na Fiocruz, demonstrando o perfil dessas mulheres e a representatividade de cada uma delas no meio científico. Além disso, a publicação aborda sobre a desigualdade de gênero e o que tem sido realizado ao longo dos anos dentro da instituição para diminuir essas lacunas. O Programa Mulheres e Meninas na Ciência na Fiocruz e o Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça foram algumas das importantes iniciativas ressaltadas na publicação.

O material foi inspirado no Prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã, lançado na 10ª edição da Obsma, com o objetivo de selecionar um trabalho ou projeto inscrito na Olimpíada e desenvolvido exclusivamente por alunas e professoras do gênero feminino. Por meio dessa premiação, a Olimpíada visa ampliar o diálogo com as jovens meninas da Educação Básica de ensino

O e-book Menina Hoje, Cientista Amanhã já está disponível gratuitamente no site da Olimpíada, na aba Midiateca.

A ciência ainda é desigual? Pesquisadoras debatem perspectivas de gênero

Dando sequência à programação, no período da tarde do dia 12 de fevereiro, foi realizada a mesa virtual Desigualdades e gênero. A mesa trouxe à tona pautas relacionadas a raça, gênero e inclusão de minorias sociais na ciência. As convidadas compartilharam suas trajetórias pessoas e profissionais, e puderam contar histórias de como adentraram o mundo da pesquisa científica.

Com a coordenação de Anakeila Stauffer, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, as convidadas presentes na mesa foram: Dália Romero (Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde), Isabela Soares Santos (Escola Nacional de Saúde Pública), Martha Moreira (Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira), Paula Bevilacqua (Fiocruz Minas), Roberta Gondin (Escola Nacional de Saúde Pública) e Roseane Corrêa (Escola Nacional de Saúde Pública).

Enquanto Dália Romero trouxe uma perspectiva sobre trajetórias estrangeiras e envelhecimento feminino, Isabela Soares Santos tratou da posição de mulheres dentro das instituições, que ocupam menos cargos de chefia do que os homens. Martha Moreira trouxe uma fala sensível sobre cuidado, relações de gênero e interseccionalidades, e foi seguida por Paula Bevilacqua, que levantou questões de gestão, pós-graduação e ensino. Por fim, Roberta Gondin usou o espaço para debater pontos relevantes sobre raça, gênero e liderança feminina, seguida por Roseane Corrêa, aluna de mestrado que representou a Associação dos Pós-Graduandos da Fiocruz.

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