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14/03/2019

IFF apresenta projetos aprovados em edital

Claude Pirmez, Milton Osório e Maria Elisabeth Lopes Moreira (Foto: IFF)

Por: Everton Lima (IFF/Fiocruz)*

O evento IFF com Inovação foi realizado em 25/2, no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), com o objetivo de apresentar os projetos inovadores do Instituto que serão financiados pelo Programa Inova Fiocruz e o Plano de Assessoramento do NIT. O programa é uma iniciativa que visa promover a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e o fomento à inovação em saúde, sendo coordenado pelas Vice-Presidências de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) e de Vice-Presidência de Pesquisa e Laboratórios de Referência (VPPLR) da Fiocruz.

À chamada dos editais do Programa Inova, em 2018, foram submetidos 32 projetos do IFF/Fiocruz representando todas as áreas de atuação do Instituto (saúde da mulher, da criança e do adolescente). Os 13 aprovados foram nas seguintes categorias: cinco em 'Ideias Inovadoras', sete em 'Geração de Conhecimento' (quatro deles na linha 'Novos Talentos') e um projeto na categoria de 'Produtos Inovadores'. Dentre os temas dos projetos estão: desenvolvimento de aplicativos para a promoção da saúde, dispositivos médicos, ferramentas para prognóstico e diagnóstico em neoplasia (câncer), além de projetos mais voltados à geração de conhecimento nas áreas de fonoaudiologia, infecção por zika vírus, doenças oculares e neurológicas, incluindo ainda a implementação de Laboratório de Tecnologia Assistiva.

Iniciando a mesa de abertura do encontro, a coordenadora de Pesquisa do IFF/Fiocruz, Maria Elisabeth Lopes Moreira, analisou que os projetos submetidos são necessários para a população que os profissionais atendem diariamente. “A pesquisa atua para transformar a vida das pessoas e toda a população passa a ser melhor assistida. É na prática do dia a dia que a gente vê o que essa população realmente precisa e no que podemos ajudar e trazer de inovação. Fico muito feliz de ver a qualidade dos projetos apresentados pelo IFF/Fiocruz e me orgulho por poder contar com pessoas que, além de fazerem um bom trabalho, são capazes de desenvolver projetos para melhorar a vida do outro. Esse é só o início!”, afirmou ela. Sobre os projetos que não foram contemplados “serão devidamente avaliados e ajustados para concorrerem a futuros editais”, disse Maria Elisabeth.

Com a palavra, o coordenador geral do Programa Inova Fiocruz, Milton Osório, comentou que uma atividade que é absolutamente essencial e desafiadora é acompanhar cuidadosamente a implementação e o desenvolvimento dos projetos, e que, por isso, conta com o apoio das unidades nesse trabalho. “Um dos aspectos que estamos prevendo é tentar apoiar de maneira transversal o desenvolvimento dos projetos com a construção de novas plataformas. Aproveito para parabenizar a taxa de aprovação do IFF/Fiocruz, que foi mais alta que a média de toda a Fiocruz”, contou ele.

Os 13 projetos aprovados receberão um investimento aproximado de 1,25 milhão de reais, recurso oriundo do Fundo de Inovação da Fiocruz e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), para estimular o trabalho científico inovador. Os coordenadores dos projetos serão monitorados e deverão alcançar as metas propostas a partir da primeira liberação de recursos. Após os primeiros 12 meses, passarão por uma avaliação que determinará a continuidade dos projetos mediante liberação da segunda parcela financeira. Caso não atendam ao cronograma de sua execução, os projetos poderão ser descontinuados, já que a expectativa é ter os produtos nos próximos dois anos. “É com muita satisfação que eu posso dizer que todos os projetos aprovados podem ser executados imediatamente, com o devido acompanhamento da coordenação, que espera que, ao final dos primeiros 12 meses do andamento dos projetos, os objetivos parciais até então colocados tenham sido atingidos”, esclareceu ele.

Finalizando a mesa de abertura, a consultora AD HOC do Programa Inova e pesquisadora da Fiocruz Claude Pirmez ponderou que o monitoramento dos projetos é importante, por se tratar de dinheiro público, então as contas devem ser divulgadas, informando o que está sendo feito e onde o recurso está sendo alocado. “Aqui no Insituto temos uma oportunidade fantástica de mostrar o quanto a ciência e o poder da educação são capazes de transformar as coisas, e contar com a participação dos profissionais nesse edital é muito louvável, é um valor que não devemos perder”, frisou ela.

Dando continuidade, a responsável pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do IFF/Fiocruz, Gisele de Mendonça, apresentou o plano de assessoria do Núcleo aos projetos contemplados no Programa Inova, que consiste na orientação e fornecimento de informações sistematizadas relacionadas à Propriedade Intelectual (PI) e à inovação de maneira individualizada para cada projeto. “A finalidade é de assegurar a correta e eficaz proteção dos direitos de PI e dar suporte especializado, levando em consideração as atribuições do NIT do IFF/Fiocruz e as características de cada projeto”, alegou ela.

A iniciativa do NIT do IFF/Fiocruz de implementação do Plano foi elogiada pelas assessoras das Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB/Fiocruz) e da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS/Fiocruz). Para Cassia Pereira, responsável pelos editais Geração de Conhecimento e Geração de Conhecimento/Novos Talentos, “foi muito bom ver a proatividade deste NIT. A incitativa de chamar os pesquisadores e entender qual é a demanda que virá, muito antes da gente apontar, foi muito interessante e rico”. Já Ana Paula Brum, da VPPIS, responsável pelos editais Ideias Inovadoras e Produtos Inovadores, considera que “o evento foi um momento muito favorável, pois aproximou os pesquisadores, e essa gestão compartilhada é uma sugestão para outras unidades”.

Ao final do evento, foram oferecidas orientações sobre ações preventivas e boas práticas a serem empregadas na jornada em busca da concretização das inovações. Foram abordados assuntos como cadastro dos projetos no Sistema de Informação e Gestão da Pesquisa do Instituto, confidencialidade de informação, tipos de proteção intelectual, contratação de prestação de serviço, implicações éticas e formalização de parcerias. Com isso, os profissionais puderam conhecer e tirar dúvidas sobre todo o processo para que possam, a partir de agora, se dedicar ao máximo ao desenvolvimento dos produtos inovadores.

Os coordenadores dos projetos aprovados parabenizaram a iniciativa. “É um processo essencial, principalmente para os coordenadores que não possuem muita vivência nesse universo complexo do desenvolvimento de tecnologia e inovação. Tem sido um processo de capacitação e desenvolvimento de novas expertises profissionais. Sem esse suporte, muita gente não seguiria adiante”, avaliou o psiquiatra do IFF/Fiocruz Dimitri Abramov. A alergista e imunologista do IFF/Fiocruz Liziane Nunes completou. “Foi um dia bem proveitoso onde pudemos conhecer o que outros colegas da instituição estão propondo, dividir nossas dificuldades e somar os aspectos semelhantes. Pudemos conhecer a parte burocrática, necessária para a desenvoltura do projeto, e orientados a como proceder. Tudo isto traz a sensação de que não estamos sós. Tenho uma grande expectativa em trazer um produto que possa promover a saúde de nossos usuários, porém, o desafio ainda é enorme. Estou disposta a aprender e o NIT do IFF/Fiocruz apresenta um caminho aberto em nos ensinar”, celebrou ela.

Satisfeito com a realização do workshop, Milton Osório destacou que “A iniciativa do NIT do IFF/Fiocruz foi muito oportuna, pois ajudará a compreendermos as necessidades, as dificuldades, e como solucionar problemas operacionais de cada projeto para manter as entregas em 24 meses, no fim do financiamento. Além disso, facilitar o encontro de pesquisadores, no sentido de favorecer o envolvimento e acelerar os processos, pensando na inovação como um salto no conhecimento”, concluiu ele.

* Colaboração: Kath Lousada e Cristiane Boar

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