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04/06/2019

Fiocruz entrega título a novos pesquisadores eméritos

Nísia Trindade discursando na mesa de abertura

Por: Matheus Cruz (Agência Fiocruz de Notícias)

A Fiocruz realizou, na última sexta-feira (31/5), a entrega do título de pesquisador emérito da Fundação para Cecília Minayo, Renato Sérgio Cordeiro, Euzenir Sarno, Alzira Mara e Paulo Zech. A cerimônia aconteceu na Tenda da Ciência Virgínia Schall, no campus Manguinhos no Rio de Janeiro, e teve a presença do diretor do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), José Paulo Leite; do diretor da Fiocruz Pernambuco, Sinval Brandão; da diretora da Fiocruz Minas, Zélia Profeta; do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN), Paulo Garrido; e da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. 

O Conselho Deliberativo (CD) da Fiocruz aprovou por unanimidade a indicação dos pesquisadores para o título de pesquisador-emérito da Fundação. O título destaca a excelência do trabalho dos profissionais, que, entre outras realizações, têm trabalhos destacados em suas respectivas áreas. Para a presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima, é importante ressaltar os desafios diários em seguir o caminho a favor da saúde pública e da comunidade. 

“Nós esperamos estar à altura da difícil tarefa que é continuar em prol da cidadania e da ciência. Eu quero agradecer a todos que trabalharam para que essa semana de aniversário tivesse tudo o que teve, ao CD da Fiocruz, à equipe da Presidência e a todos que fizeram a comemoração possível. É uma honra tê-los como pesquisadores eméritos da Fundação e suas trajetórias nos inspiram”, concluiu. 

O diretor do IOC/Fiocruz, José Paulo Leite, referenciou à apresentação da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, que iniciou a cerimônia, dizendo que os pesquisadores da Fundação é quem são verdadeiramente os maestros. “Vocês são para nós o grande exemplo, e nós temos muito orgulho de tê-los como eméritos da Fiocruz”, disse.

Para o presidente da Asfoc-SN, Paulo Garrido, o momento é fundamental para demonstrar a importância da obra científica e tecnológica de alguns pesquisadores de grande renome da comunidade científica, justamente pelos ataques que estão sendo feitos a universidades públicas e à produção de ciência do país.

De acordo com a diretora da Fiocruz Minas, Zélia Profeta, a sessão do CD que definiu os homenageados foi emocionante porque a história de cada um dos pesquisadores é apresentada para o conselho. “É um momento importante e de muita alegria para mim poder estar aqui”, a diretora concluiu sua fala agradecendo e parabenizou os pesquisadores. O diretor da Fiocruz Pernambuco, Sinval Brandão, afirmou ser uma grande satisfação fechar o ciclo de comemorações do aniversário da Fundação fazendo a entrega dos títulos para os pesquisadores que recebem, merecidamente, a homenagem.

Após os discursos dos homenageados, os convidados participaram de uma confraternização. A cerimônia marcou o fim das atividades de comemoração do aniversário de 119 anos da Fiocruz, que aconteceu entre os dias 27 a 31 de maio.

Pesquisadores

Maria Cecília de Souza Minayo é formada em Sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), graduada em Ciências Sociais pela Universidade de Nova York, tem mestrado em antropologia social também pela UFRJ e doutorado em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz. A pesquisadora ingressou na Fiocruz em 1989 e é professora há 62 anos, 34 apenas na área da saúde pública. Cecília Minayo estuda sobre os efeitos da violência social e coordena, desde 1998, o grupo de pesquisa violência em saúde certificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A pesquisadora recebeu o diploma da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

Renato Sergio Cordeiro é de Curitiba, formado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Guanabara e doutorado em Ciências Biológicas (Farmacologia) pela Universidade de São Paulo (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto). É pós-doutorado pelo Instituto Pasteur, da França, e ingressou na Fiocruz em 1986. Renato Cordeiro estuda sobre farmacologia com ênfase em farmacologia e processos inflamatórios. Atualmente, é membro titular da Academia Brasileira de Ciências. O pesquisador recebeu o diploma do diretor do IOC, José Paulo Leite.

Euzenir Nunes Sarno é da Bahia, formada em medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública e tem especialização em anatomia patológica pela mesma escola. Euzenir ingressou na Fiocruz em 1986 e dedica, há mais de 50 anos, seu desenvolvimento científico em prol da saúde da população. Atualmente, estuda sobre a área de imunopatologia e neuropatologia da hanseníase. A pesquisadora recebeu o diploma pelo presidente da Asfoc-SN, Paulo Garrido.

Alzira Maria Paiva de Almeida é graduada em nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco e doutorado em microbiologia pela Universidade de Paris. Ingressou na Fiocruz em 1967 e atuou como pesquisadora no Departamento de Microbiologia da Fiocruz Pernambuco.  Estuda sobre zoonoses, hospedeiros, reservatórios, vetores, mecanismos de patogenicidade e diagnóstico. A pesquisadora recebeu o diploma do diretor da Fiocruz Pernambuco, Sinval Brandão.

Paulo Marques Zech Coelho é de Belo Horizonte e é formado em farmácia pela Universidade Federal de Minas Gerais, é pós-graduado, mestre e doutor em parasitologia pela mesma universidade. Ingressou na Fiocruz em 2002 e estuda sobre mecanismos da interação esquistossoma mansoni. O pesquisador recebeu o diploma da diretora da Fiocruz Minas, Zélia Profeta.

Leia na Agência Fiocruz de Notícias: Comissão de Honra dos 120 anos da Fiocruz toma posse em evento

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