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Fiocruz Amazônia vai atuar no controle do Aedes em Manaus

Armadilha usada contra os mosquitos

30/07/2020

Por: Marlúcia Seixas (Fiocruz Amazônia)

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As ações de controle de mosquitos não podem ser esquecidas nem tão pouco negligenciadas, mesmo em tempo de pandemia. Neste sentido, projeto de pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) para controle de Aedes volta a ser implantado em Manaus nos próximos dias.

Trata-se do projeto que utiliza como estratégia a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDs) como alternativa no controle de mosquitos Aedes aegypti e Ae. albopictus, transmissores dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

A ação é realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e tem como objetivo instalar cerca de 200 EDs em pontos estratégicos, reconhecidos como focos de proliferação de mosquitos Aedes. “Não é a primeira vez que trabalhamos com as EDs em Manaus. Nosso estudo iniciou no Amazonas, mas precisamente em Manacapuru e em Manaus,  onde os resultados alcançados foram muito bons, o que favoreceu, com o apoio do Ministério da Saúde, a aplicação da mesma estratégia, em outras cidades brasileiras”, explica Sérgio Luz, pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia.

 Nessa nova etapa, as estações serão implementadas nos bairros da Compensa, Redenção, Novo Aleixo, Cidade Nova, Flores, Aleixo e Jorge Teixeira. As atividades em Manaus seguem as recomendações da Nota Informativa nº 8/2020-CGARB/DEIDT/SVS/MS, para os trabalhos de controle de vetores durante a epidemia da Covid-19

Tática

Sérgio Luz explica que a tática do projeto é usar os mosquitos para disseminarem larvicida em seus próprios criadouros e assim eliminar suas larvas e pupas. Uma das vantagens do uso dos mosquitos na disseminação do produto é que eles podem encontrar quaisquer possíveis criadouros, mesmo os que estão em locais de difícil acesso como em calhas de telhados, em terrenos baldios, em  casas abandonadas etc.

As EDs são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida. Para funcionarem, as estações precisam de certa quantidade de água no pote, é a água que atrai os mosquitos.

Ao pousarem na superfície da ED, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpos dos mosquitos, que levam esse produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar larvas e pupas, que estejam nesses locais.

Sobre o projeto

O estudo iniciou em 2014 com experimentos feitos nas cidades de Manaus e em Manacapuru. O resultado inicial foi bastante animador, o que levou, com apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Decit & Devit/MS), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas-OMS), e das secretarias municipais e estaduais de Saúde, o projeto para outras cidades, para que os ensaios ocorressem em diferentes regiões do Brasil, visando avaliar a eficácia da tática do uso das Estações Disseminadoras de Larvicida para o controle do Aedes aegypti e A. albopictus, em diferentes paisagens geográficas e escalas.

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