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Estrangeiros refletem reconhecimento internacional e atitude cooperativa da Fiocruz


12/04/2013

Por Daniela Lessa

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María Hermoso Cristóbal, espanhola e doutora em biologia humana pela Universidade de Munique (Alemanha), escolheu ser pesquisadora na Fiocruz devido ao destaque da instituição em ciência e tecnologia dentro e fora do Brasil, por seu papel na promoção da saúde no país e pela diversidade de suas áreas de atuação. O trabalho de María vai avaliar a contribuição da pesquisa clínica na Fiocruz para a estratégia institucional, para o perfil epidemiológico do país e para o SUS.


Bogar Omar Araujo Montoya, peruano e doutor em Biotecnologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB) optou pela Fiocruz por esta ser um dos melhores centros de pesquisa biomédica na América Latina e, especialmente, porque considera que pode se tornar um melhor cientista atuando no grupo de pesquisa em que está inserido. O trabalho de Montoya é o de testes de novas drogas contra alvos moleculares (proteínas) envolvidos em doenças como diabetes mellitus, esquistossomose e câncer. “Sou responsável por produzir as formas recombinantes destas proteínas-alvo”, resume.


Isabel Inês Monteiro de Pina Araújo, caboverdiana e doutoranda em Biologia Parasitária no IOC, escolheu a Fiocruz duas vezes: para o atual doutorado sobre a evolução e a diversidade molecular o HIV-1 e HIV-2 em Cabo Verde, e para o mestrado também realizado na instituição em 2003. Essa opção teve como base o interesse pela pesquisa em HIV/Aids, na qual o Brasil é inovador em muitas conquistas em programa de prevenção, diagnóstico, monitoramento e tratamento. "Escolhi a Fiocruz por ter alguns dos mais prestigiados institutos de pesquisa no mundo, e a Ensp e o IOC, por abrigarem os principais centros de referência e pesquisa em HIV/Aids", afirma.


A decisão dos pesquisadores e estudantes reflete o reconhecimento acadêmico internacional alcançado pela Fiocruz e suas pesquisas demonstram o quanto esse intercâmbio pode contribuir para a instituição e para a saúde coletiva. Para a coordenadora do Programa de Bolsas em Pesquisa, Maria de Fátima Diniz Baptista, da Vice-presidência de Pesquisa e Laboratórios de Referência (VPPLR), a aproximação entre os países é importante para a formação dos profissionais pois intensifica a troca de experiências.


O responsável do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris) pela coordenação dos projetos da Fiocruz com a África e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Luiz Eduardo Fonseca, destaca que a captação de estudantes estrangeiros – de mestrado e doutorado - pela Fiocruz pode beneficiar a avaliação da Capes-CNPq. “A vinda de estrangeiros é motivadora pois incentiva a instituição e os professores a se organizarem e a se atualizarem”, argumenta.


Fonseca também comenta o fato de que, ao escolher uma instituição, o estudante avalia sua produção e os cursos que oferece. “Ser escolhido, portanto, significa ser reconhecido academicamente. Além disso, temos tido um retorno muito positivo de projetos conjuntos com instituições de países de onde vieram ex-alunos estrangeiros, justamente por causa dessa convivência na Fiocruz”.


A coordenadora geral de Pós-Graduação, Maria Cristina Guilam, informa que a Fiocruz tem uma atuação internacional focada em duas vertentes: uma a chamada de cooperação estruturante, que envolve o apoio ao fortalecimento dos sistemas de saúde governamentais de outros países, por meio da formação e capacitação de seus profissionais, e outra estabelecida por meio de parcerias de pesquisa com várias universidades e entidades internacionais num sistema de troca mais recíproca. “O interessante é que o Brasil vem se posicionando cada vez mais como país que tem o que trocar com os grandes centros de pesquisa do mundo”, ressalta.

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