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Encontro debate saberes tradicionais e populares em saúde no SUS


27/07/2022

Agência Fiocruz de Notícias

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Pesquisas mostram que mais da metade das pessoas diagnosticadas com Covid-19 apresentam sequelas que podem perdurar por mais de um ano. Outra questão preocupante é que, nos últimos anos, as doenças mentais tiveram um aumento considerável no Brasil. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o país é o mais ansioso do mundo e o quinto mais depressivo. Para o tratamento desses e outros problemas, as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) vem conquistando cada vez mais espaço. Assim, a Fiocruz promove, por meio do Programa IdeiaSUS, o I Encontro das Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI/PICS) e dos Saberes Tradicionais e Populares em Saúde. O evento foi aberto nesta quarta-feira (27/7) e segue até a próxima sexta-feira (29/7), na Tenda da Ciência, no campus de Manguinhos, com transmissão on-line simultânea.

As apresentações desta manhã destacaram o ensino e a implantação das Pics em unidades da Fiocruz, tanto ofertadas para os trabalhadores como também para estudantes e usuários dos serviços de saúde da Fundação (Foto: CCS/Fiocruz)  

A população brasileira pode ter acesso a esses tratamentos, de forma gratuita, no Sistema único de Saúde (SUS), especialmente nos serviços de Atenção Básica. As chamadas PICS não substituem os tratamentos tradicionais, mas são bastante eficazes e eficientes no tratamento complementar de várias doenças, de acordo com estudos. Na abertura do evento, a vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), Patrícia Canto, destacou os desafios que o Brasil enfrenta na área apesar de ser uma referência mundial. “Embora seja uma demanda que esteja em constante aumento, apenas 19% de nossas unidades básicas no país ofertam esse atendimento segundo dados do próprio Ministério da Saúde”.

O consultor técnico para as MTCI da Opas/OMS, Rafael Dall Alba, por sua vez, reforçou a inovação do Brasil na área. “Estamos falando de uma outra força de poder que está agindo na estrutura do cuidado”, afirmou. A representante da RedePICS Brasil Karen Denez sublinhou que é preciso “entender como se integrarem esses diversos saberes e políticas, buscando construir um SUS muito melhor que foi ontem”.

No SUS, o uso tradicional de plantas medicinais é considerado indicativo de efetividade e segurança pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ganhando impulso com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. A primeira, aprovada em maio de 2006, engloba na atualidade 29 práticas integrativas e complementares em saúde, entre elas medicina tradicional chinesa-acupuntura, homeopatia, plantas medicinais, e fitoterapia, arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, yoga, imposição de mãos, cromoterapia, hipnoterapia e ozonioterapia.

Experiências

Além de reunir especialistas renomados, como Benjamin Gilbert, pesquisador emérito da Fiocruz e cientista do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), que discorrerá sobre a história das plantas medicinais de uso clínico no Brasil (do século 17 aos tempos atuais), o Encontro das MTCI/PICS e dos Saberes Tradicionais e Populares apresentará diversas experiências. Entre elas estão o Quilombo Baía Formosa, em Búzios (RJ), a implantação da Política Estadual de PICS de São Paulo, a implantação do Laboratório de PICS do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a experiência de promoção em saúde por meio das práticas integrativas em uma unidade básica de Manguinhos, no Rio.

As apresentações desta manhã destacaram o ensino e a implantação das Pics em unidades da Fiocruz, tanto ofertadas para os trabalhadores como também para estudantes e usuários dos serviços de saúde da Fundação. Houve chamada de atenção sobre a necessidade da formalização do ensino em Pics e também da criação da profissão de terapeutas nessas práticas e concurso público para a atuação no SUS.

Transmissão

Acesse a sessão de quinta-feira (28/7)

Acesse a sessão de sexta-feira (29/7)

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