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Dica de pesquisadores e estudantes: tenha os documentos à mão e leia as instruções

Bogar Montoya, María Hermoso e Isabel Araújo

12/04/2013

Por Daniela Lessa

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Os pesquisadores da Fiocruz María Hermoso Cristóbal e Bogar Omar Montoya, ambos doutores, contam suas experiências no processo de admissão na Fiocruz e advertem sobre a importância de ter os documentos necessários à mão. Montoya aconselha os pesquisadores a tê-los escaneados e guardados em formato PDF no computador e Maria sugere: “é bom ir preparando o currículo lattes, pois facilita muito tê-lo pronto quando realmente se precisa dele”.

Montoya lembra, ainda, que os estrangeiros que decidem morar no Rio de Janeiro podem ter alguma dificuldade para encontra moradia a um preço justo. “Os lugares bons para morar são, geralmente, muito caros, já que atualmente existe uma bolha imobiliária na cidade. Mas, com um pouco de paciência e persistência pode-se encontrar lugares bons o suficiente para morar”, tranquiliza.

Além de pesquisadores, a Fiocruz também recebe estudantes estrangeiros para pós-graduação, como é o caso da caboverdiana Isabel Inês Monteiro de Pina Araújo, aluna do doutorado em Biologia Parasitária do IOC. O trabalho de Isabel é sobre a Evolução e Diversidade Molecular do HIV-1 e HIV-2 em Cabo Verde. Ela, que também fez mestrado na Fundação, conta suas experiências para ingresso nos cursos e recomenda aos estudantes: “leiam todos os documentos e informativos oferecidos Capes, pela instituição e pelo programa”.

Veja as entrevistas:

1 - Como foi o seu processo de ingresso na Fiocruz?

María: Entrei em contato através do Fale Conosco do Portal Fiocruz para solicitar informação sobre as possibilidades para fazer um pós-doutorado na Fundação e logo me responderam, informando que acabava de ser publicado um edital do Programa Pesquisador Visitante (PV). O edital contemplava uma modalidade de bolsa para recém-doutores e um dos perfis - para a vaga na coordenação do Programa de Desenvolvimento em Tecnologias de Saúde Pública (PDTSP) - correspondia ao meu. Entrei em contato com a coordenadora do programa PV, Tanna Morales, que resolveu as minhas dúvidas, e me candidatei através do sistema online disponibilizado para o processo de seleção da chamada.

Montoya: Foi relativamente fácil. Recebo periodicamente e-mails avisando sobre oportunidades de concursos, pós doutorados, doutorados, estágios, etc de parte do Dr. Iuri Bastos, da Sociedade Brasileira de Biologia e Bioquímica Molecular (SBBq) e, então, soube do edital para selecionar recém-doutores para trabalhar na área de clonagem, expressão e purificação de proteínas num dos laboratórios da Fiocruz. Juntei os documentos solicitados, enviei e esperei até a data em que eles iriam dar uma resposta, fosse esta negativa ou positiva, para decidir o que iria fazer da vida.

Isabel: Ingressei na Fiocruz pela primeira vez no mestrado na Ensp em 2003. Em 2010 regressei para doutorado no IOC. O processo de ingresso foi através do PEC-PG, lançado pela Capes. Já tinha contacto com pesquisadores e projetos conjunto. Mas para ter a carta de aceitação da instituição, foi necessário apresentar um projeto para análise e avaliação, além da prova de inglês (no caso do mestrado). Vale a pena salientar a amabilidade, disponibilidade e interesse dos coordenadores, pesquisadores e administrativos em facilitar e acelerar todo o processo de ingresso.

2 - Como foram os procedimentos de documentação, apresentação de títulos etc.?

María: Para me candidatar, foi necessário elaborar uma carta apresentação e disponibilizar o meu currículo no sistema lattes. O que deu mais trabalho foi essa elaboração, pois demorei para me familiarizar com o sistema e para preencher todas as informações. Os documentos necessários para a implementação da bolsa PV foram: carteira de identidade (passaporte no caso dos estrangeiros), CPF (que eu não tinha), cópia do currículo lattes, cópia do título de doutorado, e uma declaração de recebimento de bolsa. Cabe destacar que a minha primeira dificuldade foi não ter um de CPF, pois ainda não morava no Brasil. Como esse documento era necessário para me cadastrar no sistema, a coordenação do programa criou um cadastro com o meu número de passaporte e me sugeriu solicitar prontamente um CPF na Receita Federal para caso eu fosse selecionada no programa, pois ia precisar. Fiz a solicitação através do Consulado do Brasil na Alemanha (onde morava), que resolveu muito rápido.

Montoya: Os documentos solicitados eram currículo vitae no formato lattes, cópia da carteira de identidade (no caso de estrangeiros, o passaporte), cópia do CPF, declaração de não ter vínculo empregatício assinada, declaração de ter acabado o doutorado ou o diploma do mesmo e termo de compromisso assinado. Tudo isto digitalizado, foi enviado on-line para avaliação e posterior seleção por parte da banca julgadora.

Isabel: Como minha graduação foi feita no Brasil, não tive problemas, mas o desconhecimento que o aluno tem da instituição, do programa, da dinâmica interna, da cidade e do país e toda a complexidade dos procedimentos podem ter um efeito complicador.

3 - Tem algum conselho a dar aos pesquisadores que queiram estudar ou pesquisar na Fiocruz para acelerar esses processos?

María: ir preparando o currículo lattes, facilita muito ter o currículo pronto quando realmente se precisa dele.

Montoya: É bom já ter todos estes documentos escaneados, separados numa pasta do computador no formato PDF pois ajuda muitíssimo!

Isabel: Sugiro aos estudantes que leiam todos os documentos e informativos oferecidos Capes, pela sua instituição e pelo programa. Além disso, ajuda muito o conhecimento que orientadores, coordenadores de programa e que a secretaria acadêmica têm sobre os procedimentos para os alunos estrangeiros. Isso inclui os procedimentos que vão além dos trâmites da pós-graduação, mas que afetam a vida do estudante, como, por exemplo, regras da Polícia Federal, procedimentos para implementação da bolsa, abertura de conta no banco, oportunidades de alojamento e requisitos para aluguel de apartamento etc.

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