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27/01/2020

Dengue foi a arbovirose mais comum no Rio em 2018


Fonte: Ensp/Fiocruz

Em 2018, a dengue foi a arbovirose com maior número de casos no município do Rio de Janeiro (30%), com 53% dos casos concentrados na Área de Planejamento (AP) Santa Cruz. O vírus chikungunya, presente em 18% dos cariocas, teve maior prevalência na AP Pavuna (32% dos casos), enquanto o vírus zika, que infectou pelo menos 3% dos moradores, apresentou maior concentração na AP Inhaúma (8%). Os resultados fazem parte do Projeto Soroprevalência ZDC, estudo inédito coordenado pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz).

Ainda de acordo com as conclusões da pesquisa, 17% dos cariocas não tiveram contato com os vírus dessas três doenças e 47% da população apresentaram um diagnóstico inconclusivo em relação à dengue e ao zika, em razão da impossibilidade de o teste rápido utilizado na pesquisa diferenciar as duas arboviroses. “Os resultados mostram que os três vírus estavam circulando na população, mas em níveis diferentes. O estudo também nos permitiu identificar que 56% da população se vacinou contra febre amarela na capital Fluminense, e que cerca de 5% se vacinaram contra dengue, apesar de a vacina ser fornecida apenas pelo serviço privado”, explicou o pesquisador André Périssé, coordenador da pesquisa.

O projeto abordou 4.386 pessoas, em 1.530 domicílios, de 153 setores censitários (77 bairros) do município do Rio de Janeiro. Com relação aos participantes do estudo, 60% eram do sexo feminino, 60,6% tinham idade igual ou maior a 40 anos e 56,4% se autodeclararam negros (40,4% pardos e 16% pretos).

Para o coordenador do projeto, os resultados são de extrema importância para entender a distribuição das doenças na cidade, os diferentes cenários socioeconômicos associados e traçar estratégias mais eficazes de vigilância e controle. “As arboviroses estudadas têm como característica uma alta ocorrência de infecções assintomáticas (menos no caso da chikungunya), fazendo com que a vigilância existente - baseada em casos clínicos - subnotifique o verdadeiro número de infecções pelos vírus. Os estudos de soroprevalência, embora sejam de alto custo, são muito importantes para que os gestores públicos e pesquisadores tenham uma real noção da carga destas doenças em nossa população e conheçam melhor sua distribuição no território”, detalhou.

O projeto, desenvolvido no âmbito da Rede Nacional de Especialistas em Zika e Doenças Correlatas (Renezika), foi financiado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit). 

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