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40 anos da pandemia de Aids é tema da nova edição da Revista Poli


11/11/2021

Juliana Passos (EPSJV/Fiocruz)

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40 anos de HIV/AIDS: pandemia do passado?
Mudanças no tratamento, formas de encarar a doença, estigmas que permanecem e conhecimento científico que permitiu acelerar o desenvolvimento de vacinas para Covid-19: nos 40 anos da pandemia de Aids, a reportagem de capa da edição nº 80 da Revista Poli fala do cotidiano de cuidados de quem convive com o HIV, a capacidade de controle da manifestação do vírus e traça paralelos com a pandemia atual. A matéria ainda destaca o papel dos movimentos de portadores do vírus para a existência de tratamento gratuito e de amplo acesso, que motivou a quebra de patentes de medicamentos em duas oportunidades pelo Estado brasileiro. 

A quebra de patentes e a ampliação de acesso a medicamentos ainda são situações pouco comuns no mundo. Em erros que se repetem no surgimento de epidemias e pandemias, a desigualdade na distribuição de vacinas também é assunto desta edição. A reportagem mostra que os mecanismos de solidariedade, em especial o Covax, falharam diante de um nacionalismo vacinal que impede a segurança global contra o novo coronavírus. Ainda que a média de pessoas vacinadas com as duas doses esteja praticamente nos 40% estipulados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para este ano, todos os continentes registram desigualdades e a África tem apenas 6% da população com a imunização completa. 

Outro cenário pouco animador vem da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A reportagem faz um panorama dessa modalidade de ensino no país e enfatiza o número elevado de adultos com mais de 25 anos que não concluíram o ensino básico no Brasil: 70 milhões em uma população de 212 milhões, com dados de 2019. E na contramão da necessidade da ampliação do direito ao acesso à educação, as matrículas no segmento caíram em 19 estados. Garantir a permanência dos estudantes que acumulam trabalho para garantir sua renda e cuidados domésticos é outro desafio apontado pela matéria.

Em um histórico da legislação que regulamenta a presença de jovens de 14 a 18 anos no mercado de trabalho, outra matéria, sobre Aprendizagem Profissional, aborda a perda de direitos ao longo dos anos e os rumos da educação profissional. Destaca proposta recente do governo federal, recusada no Senado, que previa a retirada de direitos de jovens trabalhadores em nome de um acesso facilitado ao mercado de trabalho em um momento de desemprego crescente. A matéria discute ainda os caminhos adotados pelos currículos, e amparados pela legislação, que reforçam a dualidade da formação: para as pessoas mais pobres, uma educação mais instrumental, enquanto as mais ricas têm acesso a uma formação mais ampla. 

Em 2021 também se completa 30 anos da criação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), atualmente incorporado pela Estratégia de Saúde da Família (ESF). Na seção 'Entrevista', a professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Helena David relembra o momento de criação do programa, conquistas de uma categoria majoritariamente composta por mulheres, e discute desafios atuais.

A Revista Poli é uma publicação jornalística editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, unidade técnico-científica da Fiocruz.

Boa leitura!

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