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Especialistas globais enfatizam a participação comunitária, inovação e tecnologias sociais para enfrentar desafios climáticos e de saúde na 7ª conferência G-STIC


23/10/2024

Vinicius Ameixa (EFA 2030)

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Nova Délhi, 22 de outubro de 2024 – A sessão intitulada "Tecnologias Sociais para Promover a Equidade em Saúde e Adaptação Climática" foi realizada no primeiro dia da 7ª Conferência da Comunidade Global de Tecnologia e Inovação Sustentável (G-STIC), co-organizada pela Fiocruz, por meio da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 (EFA 2030), o Instituto de Energia e Recursos (TERI) e VITO, da Bélgica, entre outras Instituições. O evento reuniu especialistas globais, inovadores e formuladores de políticas da África, Europa, América Latina e Ásia, para explorar como as tecnologias sociais podem impulsionar a equidade em saúde, a adaptação climática e a preparação para crises de saúde. A sessão destacou o potencial das inovações sociais em capacitar comunidades vulneráveis e alinhar ações com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).


Foto: Daniellt Magalhães (EFA 2030)

Suruchi Bhadwal, Diretora da Divisão de Ciências da Terra e Mudanças Climáticas do TERI, em seus comentários iniciais, destacou: “Ao abordar as mudanças climáticas, devemos priorizar a equidade em saúde, reconhecendo que as comunidades marginalizadas enfrentam os maiores impactos na saúde. As interseções entre mudança climática e saúde, especialmente em áreas como doenças transmitidas por vetores e saúde mental, estão se tornando cada vez mais evidentes. À medida que trabalhamos em soluções, o papel das tecnologias sociais é fundamental. Se implementadas de forma eficaz, essas soluções não só reduzirão as desigualdades em saúde, como também impulsionarão o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.” Ela também atuou como moderadora da sessão.

Dr. Luiz Paulo Assad, professor da Universidade do Rio de Janeiro, Brasil, destacou a necessidade de construir comunidades resilientes para enfrentar as mudanças climáticas: “No contexto de mudanças climáticas, onde fenômenos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes, a necessidade do momento é tornar as comunidades mais resilientes.” Ele ressaltou a importância de uma estrutura digital para mapeamento comunitário, que também ajudaria a estabelecer uma ponte de comunicação entre as comunidades e as autoridades públicas. “Esforços colaborativos, integrando o conhecimento das comunidades com o apoio científico e governamental, são cruciais para mitigar e se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas. Nosso objetivo é construir comunidades sustentáveis, informadas e resilientes para o futuro”, acrescentou.

Nitish Kumar, Líder de Dados e IA da Plataforma de Saúde de Precisão da Swasti, abordou o potencial transformador da saúde de precisão. Em sua fala, ele explicou: “O clima está criando um caos nas comunidades com as quais trabalhamos. Assim, o programa de ação precisa é voltado para o clima e a saúde.”

Por outro lado, Dr. Purvi Patel, consultora do Centro Nacional de Controle de Doenças, enfatizou a importância do uso de tecnologias sociais para a preparação e cuidados preventivos em crises de saúde decorrentes das mudanças climáticas. Ela observou: “As tecnologias sociais integram vários sistemas para promover a equidade em saúde e a adaptação climática. Os atores e formuladores de políticas coordenam entre os departamentos de saúde e agências climáticas para garantir a distribuição equitativa de recursos. Sistemas de vigilância em saúde monitoram surtos de doenças e condições de saúde relacionadas ao clima, enquanto as instalações de saúde mantêm uma infraestrutura resiliente ao clima. Sistemas de alerta precoce combinam alertas meteorológicos e de saúde, apoiados por avançados modelos de monitoramento e previsão meteorológica”, completou.


Foto: Danielly Magalhães

Essa sessão reforçou a ideia de que as tecnologias sociais são essenciais para o avanço tanto da equidade em saúde quanto da adaptação climática. Os participantes destacaram a importância da colaboração entre governos, setor privado e sociedade civil para criar modelos de negócios sustentáveis que promovam mudanças duradouras.

O objetivo mais amplo da 7ª Conferência G-STIC é ampliar o uso de tecnologias prontas para o mercado nos setores de clima, saúde, energia e água. O evento de dois dias reúne partes interessadas de diversos segmentos da indústria para fomentar parcerias globais e compartilhar soluções alinhadas com os ODS. Por meio dessas discussões, a conferência busca inspirar novas abordagens para a sustentabilidade, garantindo um futuro inclusivo e equitativo para todos.

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