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Presidência lamenta morte do pesquisador Giovanni Gazzinelli


14/01/2020

Fonte: CCS/Fiocruz

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A Presidência da Fiocruz lamenta profundamente a morte do pesquisador Giovanni Gazzinelli, ocorrida na manhã desta terça-feira hoje (14/1). Gazzinelli foi uma das figuras mais proeminentes do campo da bioquímica no país, tendo construído uma longa carreira em prol da pesquisa nacional e internacional.  Atualmente, era membro titular da Academia Brasileira de Ciências.

Formado em medicina, em 1955, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gazzinelli passou a integrar o quadro de pesquisadores da Fiocruz Minas em 1980, após aposentar-se pela UFMG, onde havia atuado como professor da Faculdade de Medicina durante vários anos. Logo ao chegar ao IRR/Fiocruz Minas, a convite dos cientistas Zigman Brener e Naftale Katz, Gazzinelli assumiu a chefia do Laboratório de Sorologia da unidade, onde desenvolveu um brilhante trabalho de modernização do local, que resultou na fundação da área de imunologia na instituição.

Na direção do laboratório, Gazzinelli firmou parcerias internacionais importantes, ampliando a rede científica da instituição e fomentando parâmetros internacionais de colaboração que se mantiveram ao longo do tempo. Em entrevista à pesquisadora Natascha Ostos, no ano passado, Gazzinelli destacou que, ao terminar seu trabalho, deixou o laboratório praticamente pronto. “Recebi um laboratório de sorologia, transformei-o em laboratório de imunologia celular […]. Além disso, vários estudantes de pós-graduação que orientei foram importantes para o desenvolvimento do laboratório”.

No ano de 1996, Gazzinelli aposentou-se na Fiocruz Minas, mas continuou com as suas atividades como bolsista do CNPq. Em seguida ajudou a criar o Programa de Pós-Graduação em Biomedicina e Clínica Médica da Santa Casa de Belo Horizonte. Durante sua longa trajetória profissional, Giovanni Gazzinelli obteve reconhecimento de diversas instituições científicas e governamentais. Em 1996, recebeu o título de Professor Emérito da UFMG. Foi agraciado com diversos prêmios e medalhas, como a Comenda e a Grã Cruz da Ordem Nacional de Mérito Científico, da Presidência da República (1998), bem como a Medalha Carlos Chagas (1991) e a Medalha da Inconfidência (1994), concedidas pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Também em reconhecimento pelo seu trabalho, a Universidade Vale do Rio Doce (Univale-MG) conferiu-lhe o grau de professor honoris causa. O Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas) outorgou-lhe o Diploma de Honra ao Mérito; e a UFMG, nas comemorações dos 80 anos da universidade, em 2007, em sessão solene, prestou-lhe homenagem como um dos pesquisadores de destaque da instituição. No mesmo ano, recebeu o título de Pesquisador Emérito da Fundação Oswaldo Cruz.

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