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Pesquisas domiciliares sobre saúde em debate


09/06/2005

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 Pesquisadores debatem novos rumos das pesquisas domiciliares em saúde

Importantes instrumentos para avaliação dos efeitos das políticas e programas de saúde, as pesquisas servem de guia para definição de estratégias ou mudanças nas ações de estados, municípios e governo federal. Para debater os novos rumos dos inquéritos domiciliares em saúde, representantes de instituições de pesquisa, órgãos governamentais e entidades ligadas à saúde pública se reuniram no Centro de Informação Científica e Tecnológica (Cict) da Fiocruz, no dia 8 de junho.

A principal questão discutida entre os participantes foi a realização de uma pesquisa nacional isolada, complementando ou substituindo o suplemento de saúde da Pesquisa Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que já chegou ao seu limite de tamanho. Apesar das divergências quanto à necessidade e ao formato desse inquérito isolado, os pesquisadores concordaram em uma coisa: a manutenção do suplemento da Pnad, pelo menos em médio prazo.

 “Os resultados obtidos em 1998 e 2003 mostraram a importância dessa pesquisa. Há um consenso de que é necessário realizá-la a cada cinco anos”, explicou Claúdia Travassos, pesquisadora do Cict e uma das colaboradoras da Pnad 2003. “Ao mesmo tempo, a comunidade científica está iniciando as discussões sobre uma política nacional de informação em saúde baseada em inquéritos. Esse encontro foi o começo desse processo de debate”, completou.

Presente no evento, o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Moisés Goldbaum, defendeu a realização de uma ampla pesquisa nacional sobre saúde nos próximos anos. Para o secretário, isoladamente, ela poderia mostrar de forma global o impacto das políticas governamentais.

“Por ser complexa, a área da saúde merece um inquérito próprio, mais amplo e preciso. É claro que isso não exclui o suplemento da Pnad, que deve ser mantido”, recomendou Goldbaum. O secretário reafirmou ainda a necessidade de garantir periodicidade dessas pesquisas. “Não basta o fotograma, precisamos ver todo o filme, avaliar as transformações em uma perspectiva cronológica”, enfatizou.

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