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Pesquisa apresenta avanços sobre exposição vertical ao zika


03/11/2022

Everton Lima (IFF/Fiocruz)

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O projeto Exposição vertical ao Vírus Zika e suas consequências no neurodesenvolvimento até os 6 anos de vida: o que sabemos, o que não sabemos e o que precisamos saber analisa, desde 2016, as repercussões da exposição vertical ao vírus zika na criança até a idade pré-escolar. Os principais resultados da pesquisa, coordenada pela pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Maria Elisabeth Lopes Moreira, foram apresentados no workshop de encerramento (11/10) da 3ª edição do Programa de Incentivo à Pesquisa (PIP III) da unidade da Fundação.

Projeto analisa, desde 2016, as repercussões da exposição vertical ao vírus zika em criança até a idade pré-escolar (foto: Peter Ilicciev)

 

Maria Elisabeth comenta que o estabelecimento da linha de cuidado se dá a partir dos resultados da revisão sistemática, realizada e publicada; da investigação das questões clínicas apresentadas pelos expostos ao vírus zika; e dos resultados da coorte, mas ainda são necessários novos estudos. "Com base nos resultados destes trabalhos, descobriu-se que a Síndrome de Infecção Congênita pelo vírus zika (SCZ) é uma doença neurotrópica com várias anormalidades associadas. Embora a maioria dos estudos publicados sejam do Brasil, não há diferenças no que se observou quando comparado a outros países da América Latina. Outro achado importante é o atraso no neurodesenvolvimento que pode ocorrer mesmo em crianças aparentemente normais ao nascer. Esses resultados têm sido fundamentais para aumentar o conhecimento sobre essa infecção e para propor uma linha de cuidado às gestantes e crianças expostas”.

Maria Elisabeth complementa ainda que a definição da prevalência da infecção pelo vírus em população assintomática vai contribuir para a avaliação das repercussões do vírus nos assintomáticos e para identificação de grupos de risco para uma infecção em gestações subsequentes. “Entretanto, é necessária a identificação de um teste eficaz para as análises”.


Exposição Zika: vidas que afetam (foto: Maju Monteiro)

 

Para a execução deste estudo foi constituída uma coorte de crianças expostas ao vírus zika durante a gestação, a qual contou com financiamentos de agências internacionais, como o da Welcome Trust, instituição filantrópica de apoio à pesquisa, e de recurso institucional, como os oriundos do PIP III. “Todo esse volume de recursos foram fundamentais para o acompanhamento destas crianças até a idade escolar. Devido à vulnerabilidade das mulheres e crianças e as graves repercussões da infecção pelo vírus zika em gravidez, os estudos devem continuar a monitorar essas crianças à medida em que envelhecem”, ressalta a pesquisadora.

“Ao transformar as linhas de cuidados em pesquisa e, portanto, incorporar os rigores técnicos, as boas práticas e a valorização dos dados, bem como uma assistência qualificada, a pesquisa qualifica a assistência e foi isso que aconteceu nos projetos contemplados pelo PIP III”, declara Maria Elisabeth.

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