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Novo cônsul britânico se reúne a Fiocruz para debater cooperação


11/08/2022

Agência Fiocruz de Notícias (AFN)

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Em uma visita de cortesia, na manhã da última terça-feira (11/8), o novo cônsul geral britânico no Brasil, Anjoum Noorani, reuniu-se com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, para conhecer mais as formas de cooperação entre o Reino Unido e a Fundação, atualizar-se sobre interesses comuns e debater oportunidades futuras alinhadas aos pilares do governo britânico. O cônsul estava acompanhado do diretor de ciência e inovação britânico no Brasil, David Lloyd-Davies, e os dois também visitaram o Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

O cônsul britânico ressaltou o histórico de parceria entre o Reino Unido e a Fiocruz como uma “longa, profunda e ampla” relação (foto: Fiocruz)

 

Durante a reunião, a presidente da Fiocruz lembrou sua ida recente à London School of Hygiene & Tropical Medicine, com a qual a Fundação tem uma colaboração estruturante, destacou a colaboração com a Universidade de Oxford, a participação na Rede internacional de dados de vigilância e na plataforma Global Health Network, entre outras ações com alguma relação com o Reino Unido.

“Como instituição, temos trabalhado numa perspectiva de integração da ciência, tecnologia e inovação frente aos desafios do Sistema Único de Saúde [SUS] no Brasil, mas, cada vez mais, também trabalhamos com a perspectiva da saúde global”, explicou a presidente, que ressaltou os projetos da Fundação na pandemia com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o próprio Reino Unido. “Foi muito importante o trabalho de desenvolvimento da vacina: produzimos o imunizante e conseguimos incorporar a tecnologia. Para isso, contamos com grande apoio da embaixada do Reino Unido, fazendo pontes e mediações”.

Ainda durante a reunião, Nísia reforçou a importância estratégica de se trabalhar de “forma integrada”, envolvendo pesquisa, vigilância e atividades de ensino e pesquisa. 

O cônsul britânico ressaltou o histórico de parceria entre o Reino Unido e a Fiocruz como uma “longa, profunda e ampla” relação. Após visitar o Laboratório de vírus respiratórios, Noorani, ele disse estar impressionado ao conhecer mais as áreas de cooperação que existem hoje entre o país e a Fundação. O cônsul explicou o ponto de vista do governo britânico sobre cooperação e quis entender as perspectivas da Fundação para, assim, aprofundar os laços. Ele destacou que vê a cooperação como uma via de mão dupla em que se aprende junto. E levantou o debate sobre como é possível ter interseção entre ciência e inovação, ressaltando considerar importante pensar “de forma transversal” o impacto da ciência e tecnologia nas políticas e na vida pública.  

Visita teve como objetivo conhecer mais as formas de cooperação entre o Reino Unido e a Fundação, atualizar-se sobre interesses comuns e debater oportunidades futuras alinhadas aos pilares do governo britânico (foto: Fiocruz)

 

Nísia chamou atenção para uma visão estratégica da Fundação para ciência, tecnologia e inovação para a contribuição na formulação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do país. “Entre os desafios à nossa frente está ver questões como emergências sanitárias de forma interdisciplinar”, observou a presidente, que citou o NHS (sistema britânico de saúde pública) como referência para pensar problemas da estruturação dos sistemas de saúde. “Entendemos que ciência, tecnologia e inovação são parte do sistema. A tecnologia deve ser pensada no âmbito dos sistemas de saúde”, afirmou ela.

O diretor de Ciência e Inovação britânico no Brasil, David Lloyd-Davies, pontuou as prioridades globais do governo na área, como as possíveis formas de usar a ciência e a tecnologia para impactos sociais positivos e a promoção da saúde. “O que fazemos aqui (na reunião) é avaliar essas prioridades globais e possíveis áreas de convergência, tendo em consideração que uma delas é na de mudanças climáticas, prioridade para o nosso governo e na parceria com o Brasil”. 

Manutenção da cooperação e Rede Genômica 

Durante a reunião, a chefe do Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo e coordenadora da Rede Genômica do IOC/Fiocruz, Marilda Siqueira, mencionou as formas de cooperação em curso com o Reino Unido, como a presença de um pesquisador britânico no laboratório e uma parceria para a rede genômica, com entrega de insumos. “Temos uma cooperação muito grande e estamos interessados em continuá-la, inclusive na área ambiental. É uma parte muito importante, já que não há mais como se ter uma saúde direcionada apenas ao humano numa unidade de saúde. Temos que ver outras questões que impactam a saúde global”.

A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, também ressaltou o interesse de todas as unidades da Fundação em manter a cooperação com instituições acadêmicas do Reino Unido nas mais diversas áreas, por exemplo, na possibilidade de receber estudantes britânicos. “Eles fortalecem laços e o desenvolvimento de projetos conjuntos. Temos buscado fortalecer parcerias institucionais mais sólidas”, explicou ela. 

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