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#NaImprensa: livros e autores da Editora Fiocruz em reportagens sobre história da saúde

BBC Brasil

28/03/2020

Marcella Vieira/Editora Fiocruz

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Em meio à pandemia do novo coronavírus, diversos autores da Editora Fiocruz têm concedido entrevistas à imprensa para falar sobre questões de saúde pública e história das epidemias. 

Entre as doenças que já causaram consequências devastadoras pelo mundo, a gripe espanhola, que assolou o Brasil há mais de cem anos, tem sido destaque em diversos veículos. Autora de A Gripe Espanhola na Bahia: saúde, política e medicina em tempos de epidemia, Christiane Maria Cruz de Souza deu entrevistas aos portais UOL, BBC News Brasil e Revista Saúde. O livro integra a coleção História e Saúde da Editora Fiocruz e foi lançado em 2009, em coedição com a Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba). Doutora em História das Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (PPGHCS/COC/Fiocruz), Souza é professora e pesquisadora do Núcleo de Tecnologia em Saúde do Instituto Federal da Bahia (NTS/IFBA). 

Nas entrevistas, a historiadora abordou os impactos da gripe que chegou a vitimar, em 1919, um presidente da República então eleito: Rodrigues Alves morreu antes de assumir o segundo mandato. A autora analisou também os vários surtos enfrentados pelo país desde seu descobrimento. "Durante séculos, tivemos que lidar com o assédio de doenças transmissíveis como a varíola, a peste bubônica, a malária, a febre amarela, a cólera, a gripe e as disenterias", afirmou à reportagem da BBC, que foi também reproduzida por Revista Época, UOL Notícias, Terra, R7.comOutras Palavras.   

Vários outros autores participaram de entrevistas e matérias na imprensa sobre diferentes epidemias. Também ao UOL, a médica e pesquisadora Rita Barradas Barata falou sobre a gripe espanhola. Professora da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, ela escreveu Como e Por Que as Desigualdades Sociais Fazem Mal à Saúde (2009), livro da coleção Temas em Saúde, além de títulos sobre epidemiologia. 

Organizador do recente volume Poliomielite no Brasil: do reconhecimento da doença ao fim da transmissão (2019), o médico epidemiologista João Baptista Risi Junior, ex-secretário nacional de Ações Básicas de Saúde do Ministério da Saúde, também conversou com a reportagem da BBC sobre a varíola e os desafios de vacinação. Já o coordenador do Museu Histórico da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) André Mota analisou, na mesma matéria, as reações de diversos governos às emergências de saúde pública. "A ação dos governos frente às epidemias será sempre uma complexa relação política, social e de tecnologia médica e de saúde pública, o que sempre resultará em uma resposta também complexa", afirmou o professor, um dos organizadores de Saúde e Educação: um encontro plural (2017). 

Mota também participa de reportagem publicada na Revista Pesquisa Fapesp que aponta semelhanças entre a gripe espanhola e a Covid-19. Quem também falou à reportagem foi Gilberto Hochman, editor científico da Editora Fiocruz e um dos editores responsáveis pela coleção História e Saúde. “A gripe espanhola expôs os limites e levou a uma valorização do sistema público de saúde, indispensável para enfrentar uma epidemia, e dos profissionais da área médica", afirmou o pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz. 

Outra reportagem que fez comparações entre o novo coronavírus e epidemias do passado foi a do Blog Túnel do Tempo da Revista Saúde. Christiane Souza conversou com o repórter André Biernath e traçou paralelos entre as reações das autoridades sanitárias de diferentes épocas. “A liturgia das grandes epidemias é sempre muito parecida. Primeiro, as autoridades negam que ela existe, uma vez que é algo desconhecido e com potencial de abalar a economia e os sistemas de saúde. Muitos dos discursos das autoridades no início da pandemia de 1918 se assemelham ao que vemos hoje”, comparou a autora. 

Artigos nacionais e internacionais 
Outros autores participaram de entrevistas, debates e artigos para veículos diversos. Naomar de Almeida Filho, autor de O Que É Saúde, um dos clássicos da coleção Temas em Saúde, concedeu entrevista ao Estadão. O professor do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA e vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) falou sobre coronavírus, saúde e política. 

Maria Helena Machado, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), e Deisy Ventura, advogada e professora titular da FSP/USP, escreveram artigos para O Globo e Folha de S. Paulo, respectivamente, defendendo a importância e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e de seus profissionais diante do grave momento de pandemia. 

Machado é organizadora dos livros Os Médicos no Brasil: um retrato da realidade e Profissões de Saúde: uma abordagem sociológica, além de autora de artigos nas coletâneas Organização do Cuidado e Práticas em Saúde: abordagens, pesquisas e experiências de ensino e Políticas e Sistema de Saúde no Brasil. Mesmo antes da confirmação dos primeiros casos da doença no país, Deisy Ventura - coautora de Saúde de Migrantes e Refugiados (2019), da coleção Fazer Saúde - vem sendo destaque na imprensa com abordagens sobre saúde global, mobilidade humana e lei de quarentena, entre outros assuntos (saiba mais). 

Ainda entre os artigos escritos por nossos autores, destaca-se um internacional: Marcos Cueto, membro do Conselho Editorial da Editora Fiocruz e autor de Saúde Global: uma breve história, O Valor da Saúde: história da Organização Pan-Americana da Saúde e Medicina e Saúde Pública na América Latina: uma história, publicou, na versão em espanhol do El País, texto sobre o Covid-19 e as epidemias da globalização (leia aqui a tradução). 

Televisão
Na TV, Igor Sacramento conversou com o noticiário Repórter Brasil (TV Brasil) sobre a importância das fontes confiáveis de informação e os cuidados com as notícias falsas que circulam nas redes. Pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Sacramento é coautor de Saúde e Jornalismo: interfaces contemporâneas (2014) e foi um dos selecionados da chamada pública para a coleção Temas em Saúde divulgada em 2019 com a proposta Representações Midiáticas da Saúde.

No Fantástico, da Rede Globo, a autora Dilene Raimundo do Nascimento, de As Pestes do Século XX: tuberculose e Aids no Brasil, uma história comparada (2005 | Coleção História e Saúde), participou de matéria sobre a pandemia de gripe espanhola, a maior do século passado. Ao traçar paralelos com a situação do novo coronavírus, a reportagem de Marcos Uchôa mostrou que fatores semelhantes aos atuais foram determinantes. "Houve a descrença inicial tanto da parte das autoridades da saúde quanto da parte da população. Então, as medidas demoraram. Imagine uma epidemia que foi de setembro a novembro, então o demorar foi questão de semanas. Mas, para uma epidemia altamente transmissível, uma semana é fatal", destacou a pesquisadora da COC/Fiocruz. 

Todos os livros citados podem ser encontrados na Livraria Virtual da Editora Fiocruz e vários estão em acesso aberto ou comercial na plataforma SciELO Livros.   

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