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Hackcovid19: maratona digital de três dias tem início na madrugada desta sexta-feira


15/05/2020

Fonte: Icict/Fiocruz

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Com mudança de horário de última hora, começa oficialmente à 1h dessa sexta-feira, 15/05, o Hackcovid19, hackathon online que ocorrerá ininterruptamente até as 6h da manhã de segunda (18). Os hackers, como são chamados os participantes do evento, se dividirão em equipes para encarar desafios que possam ajudar no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Em chamada pública, foram recebidas 220 propostas de desafios. Os competidores, já são mais de 750 até o momento, terão auxílio de mais de 100 mentores de diferentes áreas de atuação em tecnologia, inovação e negócios. Durante a madrugada, serão formadas as equipes e seleção de temas por grupo.

A partir das 9h30 de sexta-feira, em transmissão online, pelo canal do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas no YouTube, ocorre a cerimônia de abertura do Hackcovid19, que contará com as boas-vindas do diretor da instituição, Ronald Shellard; da presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima; e de Augusto Gadelha, diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). CBPF, Fiocruz e LNCC, organizadoras do Hackcovid19, são instituições de referência nacional e renome internacional em suas áreas de pesquisa. 

Depois das boas-vindas, iniciam-se as palestras do primeiro dia de evento. A primeira delas será ‘Como ter sucesso em um hackathon’, com Mateus Schoffen, organizador do Hackcovid19 e ganhador do hackathon ‘Together versus virus’, no Canadá. Em seguida, ‘O mundo pós-pandemia: os rumos da tecnologia’, por Guy Perelmuter, CEO da Grids Capital e colunista do jornal O Estadão. 

Na parte da tarde, haverá a palestra ‘A importância da marca na criação de produtos e serviços inovadores’, dada por Gabriela Toledo, assessora em propriedade intelectual e contratos de tecnologia do Instituto Nacional de Tecnologia, no Rio de Janeiro (RJ). Encerrando o ciclo, vem ‘Comida saudável’, com a chef Débora Vetromila, da Vetrô Cozinha Saudável.

“Destacamos essas atividades como fundamentais para os participantes que estarão se dedicando em casa nos projetos, mas cuidar da alimentação e do corpo vai mantê-los motivados e atentos à própria saúde”, aponta Paulo Abílio Varela Lisboa, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz), membro da comissão organizadora.

Tudo online

Respeitando as recomendações de distanciamento social, o evento acontece inteiramente online. Cada hacker – que não precisa necessariamente saber programar – poderá escolher os desafios nos quais quer trabalhar, formando equipes de, no mínimo, três e, no máximo, cinco pessoas (quantidade sugerida) – no Devpost e no Slack, ferramentas que servirão de base para o trabalho colaborativo.

Foi disponibilizada uma biblioteca digital com recursos e iniciativas tecnológicas para a covid-19 que podem ser úteis para os participantes do hackathon. Essa base pode ser acessada no site da CBPF. Ao final, o grupo deverá apresentar um vídeo apresentando o protótipo, e enviar para a comissão, na fase conhecida como pitching. 

Os três vencedores do Hackcovid19 serão escolhidos pela Comissão de Avaliação e Julgamento, segundo critérios expostos no site da competição e a data de anúncio dos vencedores será revelada durante o hackathon. As soluções premiadas poderão ser apresentadas em um fórum público (online) para possíveis patrocinadores e investidores. Os direitos autorais permanecem com os hackers (ver ‘Regulamento do Hackcovid19’ no site do evento).

O Hackcovid19 

Basicamente, há três categorias de participantes em um hackathon (uma ‘maratona’ de hackers, em uma definição simples): mentores [no caso, convidado(a)s pelos organizadores], ativadores e hackers. Os ativadores propõem desafios, enquanto os mentores (especialistas convidados) orientam os hackers (programadores, designers etc.) sobre a melhor forma de achar uma solução para o desafio proposto (apps, serviço, equipamento etc.). 

O objetivo do Hackcovid19 é que indivíduos e equipes apresentem soluções inovadoras, rápidas e de baixo custo (apps, serviços, equipamentos etc.) – voltadas, preferencialmente, para o cenário fluminense. Essas soluções devem, por exemplo, minimizar os problemas do isolamento e da quarentena e/ou facilitar o trabalho dos profissionais de saúde no enfrentamento da pandemia.

É possível acompanhar todo o evento pelas redes sociais por meio dos perfis @HackCovid19 no Facebook, Instagram e Twitter, seguindo as hashtags #cienciaetecnologiaafavordavida e #cientistaspelavida.
 

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