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Fiocruz participa de webinário piloto do Translation Together

28/05/2021

Cristina Azevedo (Agência Fiocruz de Notícias)

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Três projetos, sete minutos de exibição para cada um deles e uma sala privativa para discuti-los, trocar conhecimentos e buscar parcerias. A primeira edição do Translation Together Connect Series, nesta sexta-feira (28/5), foi uma espécie de programa piloto para os webinários que deverão se tornar mensais, buscando aproximar membros dessa aliança global e impulsionar projetos no campo da ciência translacional. Três pesquisadores da Fiocruz — Nicolas Carels, Lysangela Alves e William Provance — tiveram a oportunidade de apresentar suas pesquisas aos demais membros.  

O webinário é um desdobramento do Translation Together, um consórcio que reúne várias instituições de peso ao redor do mundo. Além da Fiocruz, fazem parte a Eatris (European Infrastructure for Translational Medicine), AdMare Bioinnovation (Canadá), LifeArc (Reino Unido), NIH NCats (Estados Unidos), Amed (Japan Agency for Medical Research and Development) e TIA (Therapeutic Innovation Australia).  

“Há uma boa expectativa de fomentar oportunidades de parcerias internacionais dentro dessa rede, que é composta por instituições importantes. Elas podem agregar não só na questão de expertise científica para ajudar que os nossos projetos tenham andamento, mas indiretamente com financiamento internacional”, explica Marco Túlio Castro, advogado do Escritório de Inovação do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). “Um projeto em parceria com uma instituição que faça parte da Eatris, por exemplo, pode ser beneficiado com a aplicação de determinados fundos europeus aos quais não temos acesso”, acrescenta. 

A adesão da Fiocruz partiu de um convite da Eatris, que reúne mais de cem instituições científicas em 14 países da Europa e com a qual a Fundação assinou uma parceria em setembro do ano passado. Coordenada pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), a iniciativa conta com a participação de várias unidades, como Farmanguinhos, Bio-Manguinhos, Instituto Carlos Chagas e Instituto René Rachou, entre outros.   

Entre todas as instituições participantes do Translation Together há o foco na ciência translacional — uma área voltada para transformar a pesquisa básica em novos produtos (como medicamentos e vacinas), além de políticas e serviços.   

Neste "piloto”, participaram Nicolas Carels (CDTS) com o estudo Perfil molecular de tumores sólidos; Lysangela Alves (Instituto Carlos Chagas) com Controle de superfungos: estudo molecular associado à resistência antimicrobiana e tratamento em Candida auris; e William Provance (CDTS) com Geração rápida de proteínas com múltiplos epítopos para combater infecções patogênicas emergentes. Eles foram escolhidos entre 41 grupos de pesquisa da Fundação que manifestaram desejo de participar. Mas os próximos vão incluir também membros de outros países.  

Nesta primeira edição, os participantes demonstraram interesse em iniciar discussões sobre possíveis parcerias, justamente um dos objetivos de Nicolas Carels. Seu trabalho, que recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), busca um tratamento oncológico mais personalizado e menos tóxico. Um grupo da Itália manifestou interesse. 

“Nossa proposta é aproveitar fármacos específicos para melhorar esse quadro em que o tratamento muitas vezes enfraquece o paciente. O problema é que esses fármacos são novos, geralmente caros, e por serem novos muitos médicos não confiam neles, preferindo uma abordagem clássica. Por isso estamos buscando parceiros para fazer ensaios clínicos”, conta. “Em nível internacional se fala muito de oncologia personalizada”.

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