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Fiocruz lamenta morte de Hesio Cordeiro, um dos idealizadores do SUS


09/11/2020

Por: Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias)

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A Presidência da Fiocruz lamenta profundamente o falecimento, no domingo (8/11), do médico Hesio Cordeiro, um dos idealizadores do Sistema Único de Saúde (SUS). Com sua dedicação à saúde pública, ele inspirou e ajudou a formar gerações de sanitaristas Brasil afora. Em 2014, Hesio recebeu da Fiocruz o título de doutor honoris causa e, no ano seguinte, foi homenageado pela Fundação com o título de pesquisador-honorário.

Ao lado de Sergio Arouca, Hesio teve atuação destacada na 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986. A Conferência foi um marco que pautou a saúde como dever do Estado, a universalização e a integralidade nos cuidados de toda a população, com ativa participação e controle dos serviços de saúde por seus usuários – elementos que comporiam o capítulo da Saúde da Constituição Federal de 1988. 

Formado em Medicina pela Uerj em 1965, cursou mestrado na instituição em 1978 e doutorado na Universidade de São Paulo, em 1981. Desde 1971 até aposentar-se, em 1996, lecionou no Instituto de Medicina Social (IMS/Uerj), unidade que ajudou a fundar e dirigiu entre 1983 e 1984. Hesio trabalhou também como consultor da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), atuando em diversos países, entre 1971 e 1978. No biênio 1983-1985 presidiu a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), na qual se destacou em defesa do Movimento pela Reforma Sanitária Brasileira. De 1992 a 1995 foi reitor da Uerj e foi ainda diretor da Agência Nacional de Saúde de 2007 a 2010.

Quando foi presidente do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), em meados da década de 1980, Hesio foi uma das sustentações políticas e institucionais mais relevantes para o projeto de criação da Casa de Oswaldo Cruz como iniciativa inovadora da Fiocruz dedicada à história e à memória da saúde e das ciências. Com sua sensibilidade e parceria foi possível dar início a projetos essenciais na investigação histórica, na história oral e na formação de acervos documentais em saúde pública e ciência. Ele também recebeu, em 1988, o título de doutor honoris causa da Escola Nacional de Saúde Pública por suas contribuições ao movimento sanitário, que culminaram com a implantação do Sistema Único de Saúde.

Filho de Aílton Cordeiro e Yette de Almeida e Albuquerque Cordeiro, Hesio de Albuquerque Cordeiro nasceu em 21 de maio de 1942, em Juiz de Fora. Hesio tinha 78 anos e sofria de doença degenerativa. Ele não deixa filhos.

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