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02/09/2015

Fiocruz esclarece dúvidas sobre suposto medicamento contra o câncer


Fonte: CCS/Fiocruz

Em função de informações equivocadas que estão circulando na imprensa, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esclarecem que o medicamento feito a partir da substância química fosfoetanolamina, apresentado como uma alternativa terapêutica para diversos tipos de neoplasias (câncer) por cientistas do Instituto de Química da Universidade de São Carlos (USP), ainda necessita de uma série de estudos para ser considerado eficaz ou seguro para o uso clínico. Em novembro de 2013, a Vice-presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fundação realizou uma reunião com a equipe da USP para conhecer o projeto de desenvolvimento do medicamento. Na ocasião, o grupo manifestou a intenção de identificar um laboratório para a produção, em escala industrial, das cápsulas contendo o sal de etanolamina, que já teria sido utilizada em pacientes com diversos tipos de neoplasias e teria apresentado resultados bons resultados.

A Fiocruz ressalta que, para determinar se a substância é ou não uma alternativa terapêutica para o combate a neoplasias ou qualquer doença, são necessários, primeiramente, estudos precedidos de aprovação do Comitê de Ética (Conep), com protocolo de pesquisa clínica aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Portanto, ainda não é possível levantar considerações ou garantias, sem uma série de estudos pré-clínicos e clínicos, sobre a eficácia e a segurança terapêutica do uso clínico de cápsulas com sal de etanolamina no combate ao câncer.

No que se refere à patente da substância, a Fiocruz destaca que não realizou o pedido da mesma aos pesquisadores da USP, não sendo este o procedimento administrativo necessário para a realização dos estudos em questão. Para uma possível produção pública de cápsulas com sais de etanolamina, após a fase de estudos já descritos, o licenciamento da substância poderia ser passado a um laboratório oficial. No entanto, preliminarmente, diferentes problemáticas referentes a propriedade intelectual, que não dizem respeito à uma possível participação da Fiocruz em qualquer parte do processo, devem ser resolvidos pelos pesquisadores da USP e/ou instituições envolvidas no desenvolvimento do medicamento com a substância em questão. 

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