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Contaminação bacteriana afeta igarapés de Manaus


30/05/2005

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Contaminação bacteriana afeta igarapés de Manaus

Uma equipe do Centro de Pesquisa Leônidas e Maria Deane (CPqLMD), unidade da Fiocruz na Amazônia, avaliou a situação dos igarapés que cortam a cidade de Manaus. Alguns dos igarapés estudados nascem ou atravessam florestas, mas todos cruzam a área urbana de Manaus e têm sofrido as conseqüências do lançamento de resíduos poluentes. Em todas as amostras de água coletadas foram isoladas e identificadas bactérias que podem causar agravos à saúde humana.

Entre as bactérias encontradas, destacam-se a Salmonella spp, que provoca infecção intestinal, a Escherichia coli, associada, por exemplo, à infecção urinária e à gastroenterite, e a Klebsiella pneumoniae, que pode causar um tipo de pneumonia. O próximo passo é determinar se as bactérias isoladas apresentam genes de virulência ou são resistentes a antibióticos. A pesquisa faz parte do Projeto Águas, do qual participam profissionais da Fiocruz, tanto em Manaus como no Rio de Janeiro, e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Foram estudadas as microbacias dos igarapés do Tarumã, do Quarenta e do Mindu. Em três meses intercalados, foram coletadas amostras de água em quatro locais diferentes de cada igarapé. Muitas famílias vivem nas margens desses igarapés e os utilizam para banho, pesca e atividades de lazer. O problema é que a água tem sido sistematicamente contaminada por esgoto e por efluentes industriais.

"Fomos motivados, então, a avaliar as condições ambientais desses igarapés urbanos e a determinar o grau de segurança do ponto de vista bacteriológico", diz a bióloga Salete Almeida Silva, uma das responsáveis pela pesquisa. "Os resultados obtidos até agora por nossa equipe revelam um índice de contaminação bastante elevado", completa. Quanto aos coliformes totais e fecais, o número mínimo mais provável é de 160 mil por 100 mililitros de água.

Os dados levantados até agora demonstram a necessidade de providências quanto ao risco de contaminação dos moradores. "Medidas preventivas, como campanhas de conscientização, devem alertar a população sobre o uso da água e a possibilidade de transmissão de doenças", afirma Salete.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

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