02/05/2022
Primeiro de maio é dia de reconhecimento, de celebração e de luta. Os trabalhadores da Fiocruz, de todos os vínculos – servidores, terceirizados, bolsistas, estagiários – demonstraram nestes últimos anos o valor do trabalho da ciência e da saúde. Junto com os demais trabalhadores do Sistema Único de Saúde somos parte da superação, em andamento, de um dos maiores desafios da história recente da saúde pública no Brasil e no mundo.
Foram os trabalhadores da saúde e da ciência e tecnologia que estiveram na linha de frente na batalha contra o novo coronavírus que, infelizmente, ceifou a vida de muitos brasileiros.
O empenho, o profissionalismo e o afeto dedicados pelos trabalhadores para salvar vidas fizeram com que a ciência e o SUS fossem reconhecidos como componentes essenciais para o desenvolvimento da nossa sociedade.
Porém, é importante refletirmos sobre as atuais condições de trabalho e suas consequências para nossas vidas e para as políticas sociais. As diversas políticas implementadas nos últimos tempos têm sido adversas à ideia de um trabalho digno para todos. O desemprego, a perda de capacidade aquisitiva e a degradação das condições de trabalho são parte de uma realidade que não condiz com as capacidades existentes no país, que ainda é uma das maiores economias do mundo.
Este cenário também se reflete internamente, com congelamento salarial de servidores e perda de benefícios para terceirizados, em função de nova legislação trabalhista e da regulação de órgãos de controle.
Tais condições precisam ser revertidas, se quisermos realmente um país desenvolvido, onde ciência, saúde e educação sejam bases estruturantes. Só haverá ciência e saúde de qualidade e acessíveis a todos os brasileiros, como determina nossa Constituição, se os trabalhadores forem respeitados e reconhecidos.
Por isso a Fiocruz defende condições de trabalho digno, em que todos possam se desenvolver como trabalhadores e como pessoas, individual e coletivamente. Deixo aqui meu reconhecimento e agradecimento a todos os trabalhadores e trabalhadoras da Fundação Oswaldo Cruz e do SUS.
Nísia Trindade Lima