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20/03/2009

Caramujos Africanos: invasores indesejados


Caramujos Africanos: invasores indesejados

Em pouco mais de 20 anos, o molusco que um dia serviu como aposta comercial, na busca de uma alternativa mais barata ao escargot, se transformou em uma verdadeira praga. Com o fracasso dos empreendimentos que introduziram no Brasil o caramujo africano, Achatina fulica, alguns milhares de exemplares foram soltos na natureza. Dotado de alta capacidade de reprodução, o molusco hoje se disseminou em 23 dos 26 estados brasileiros. Os impactos para a biodiversidade são evidentes, mas os riscos à saúde pública também preocupam: dois casos de meningite em 2007, no Espírito Santo, estão relacionadas ao molusco. A prevenção no contato com o animal e o controle das populações do caramujo são fundamentais.

“Nos ambientes urbanos as populações desses moluscos são densas, invadem e destroem hortas e jardins. Como são formadas por animais de grande porte, com 10cm em média, causam transtornos às comunidades das áreas afetadas”, esclarece a pesquisadora Silvana Thiengo, responsável pelo Laboratório de Referência Nacional em Malacologia Médica do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Segundo a especialista, um exemplar do molusco pode colocar uma média de 200 ovos por postura e se reproduzir mais de uma vez ao ano. “As numerosas populações desse molusco no Brasil devem-se principalmente ao seu grande potencial biótico e à ausência de patógenos específicos. Apesar de serem herbívoros, são muito vorazes e pouco exigentes para se alimentar, comendo praticamente de tudo”, explica.

Leia mais no site do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

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