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Área de Saúde Ambiental da Fiocruz Mata Atlântica apresenta o cachorro-do-mato


30/01/2020

Por Área de Saúde Ambiental (PDCFMA)

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O cachorro-do-mato, Cerdocyon thous, é um mamífero da família dos canídeos que ocorre em grande parte da América do Sul, incluindo todos os biomas brasileiros. Possuem uma coloração variável entre cinza e castanho, usualmente com tons de amarelo, e a cauda possui pelos longos tendendo a uma coloração preta. Adultos medem aproximadamente 65 cm de comprimento por 40 cm de altura, e pesam entre 5 e 8 kg.

Cerdocyon thous é uma espécie oportunista. São onívoros noturnos e alimentam-se de uma grande variedade de itens como frutos, insetos, crustáceos, pequenos mamíferos, aves, répteis, anfíbios, ovos de diversas espécies e carcaças de animais mortos. Atuam como dispersores de sementes, contribuindo para a manutenção dos ecossistemas e recuperação de áreas degradadas.

Sua ampla plasticidade alimentar permite sobreviver em áreas degradadas e antrópicas. Por isso, é muito comum observá-la em áreas peridomiciliares revirando lixo ou mesmo interagindo com cães domésticos. É uma espécie comumente encontrada atropelada em estradas pelo Brasil. 

São animais territorialistas e podem ser solitários ou formar grupos familiares de 2 a 5 indivíduos adultos, geralmente formam grupos de pais e filhotes ou de irmãos. Estudos recentes revelaram que os laços familiares de C. thous são duradouros, e persistem mesmo após a movimentação dos filhotes para áreas próximas de onde nasceram. Reproduzem-se uma vez ao ano e têm gestação de 52 a 59 dias, quando dão à luz entre 3 e 6 filhotes por ninhada. 

A equipe da Área de Saúde Ambiental do Programa de Desenvolvimento do Campus Fiocruz Mata Atlântica vem conduzindo um levantamento dos mesomamíferos da Estação Biológica Fiocruz Mata Atlântica (EFMA) através de armadilhas fotográficas distribuídas do peridomicílio ao interior da floresta. Seus resultados indicam que Cerdocyon thous é uma das espécies mais comuns de mesomamíferos na região e essa espécie interage amplamente com cães domésticos, o que pode facilitar a transferência de patógenos entre elas, alguns desses de potencial zoonótico. A EFMA está conectada à Floresta da Pedra Branca, que é atualmente uma das últimas áreas onde a espécie ocorre na Mata Atlântica do município do Rio de Janeiro.

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