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Modernizar a Ordem em Nome da Saúde: a São Paulo de militares, pobres e escravos (1805-1840)

Autor: Rafael Mantovani

Apoiado em vasta bibliografia, bem como em atas e registros da câmara municipal e textos da imprensa, o autor estuda a chegada do higienismo a São Paulo, no início do século 19. Analisa como a mesma cidade poderia ser considerada extremamente limpa por um agrupamento social, enquanto eram mantidos locais imundos, destinados aos pobres e escravizados, cuja subnutrição e exposição a doenças contagiosas lhes encurtavam a vida, por mais irracional que fosse perder prematuramente uma "propriedade" (como eram os escravos) por descuido. Discute a influência do pensamento político que organizava a saúde da população em um momento “em que a limpeza deixou de ser unicamente um elemento que denotava nobreza para assumir uma característica utilitária de preservação da saúde”. “Curar era (e é) intervenção social, política e econômica”, relembra o autor. Mantovani expõe as ideias de autores ingleses, alemães, franceses e portugueses que influenciavam não apenas as concepções locais sobre saúde, mas também medidas político-administrativas adotadas pelos governos. Ele reflete sobre as relações entre autoridades públicas e os grupos populacionais – miseráveis, prostitutas, escravos – apontados como “culpados” pelo ambiente insalubre da cidade e pelas doenças que acometiam os demais paulistanos. Uma câmara municipal militarizada era responsável pela saúde pública, coagindo e castigando aqueles que ameaçavam o bem-estar da população representada pelo alto estamento.

Preço: R$ 49,00 | 280 páginas

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ISBN: 978-85-7541-494-1. 2017.

Sumário:

Prefácio
Apresentação
Introdução
1. Medicina, Saúde Pública e Administração Política da População
2. Formas de Fazer São Paulo “Funcionar” no Início do Século XIX
3. Novos Atores, Novas Ideias, Velhas Práticas
Considerações Finais
Posfácio
Notas
Fontes e Referências

Sobre o autor:

Rafael Mantovani é doutor em sociologia pela USP e mestre em ciências sociais pela PUC-SP, com concentração na área de antropologia, tendo sido convidado como pesquisador do Instituto Gino Germani, programa de pós-graduação da Universidade de Buenos Aires. Desenvolveu pesquisas sobre elites do século 19, formação de Estados-nação (Brasil e Argentina), literatura e pintura. Estudou como visiting scholar no Departamento de História da Ciência de Harvard e, atualmente, pesquisa sobre história da medicina e da saúde pública como pós-doutorando da Faculdade de Saúde Pública da USP.

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