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08/07/2019

Palmito Juçara é preservado na Fiocruz Mata Atlântica

Árvore do palmito

Fonte: Fiocruz Mata Atlântica

O Programa de Desenvolvimento do Campus Fiocruz Mata Atlântica (PDCFMA), desenvolve ações de conservação de espécies florestais nativas, endêmicas, ameaçadas e frutíferas. A palmeira Euterpe edulis que é conhecida popularmente como Palmito Juçara, Içara, Palmito doce, Palmito branco e Açaí da Mata Atlântica, era encontrada por quase toda extensão da Mata Atlântica e parte do Cerrado, mas atualmente é considerada vulnerável, devido a exploração sofrida até os dias de hoje.  O corte da palmeira para obtenção do palmito, é proibido com exceção de áreas que possuem um plano de manejo aprovado por órgãos ambientais. A espécie demora no mínimo sete anos para produzir o palmito e sua extração exige que a palmeira seja derrubada, o que contribui para a devastação da espécie. 

Na Estação Biológica Fiocruz Mata Atlântica, em Jacarepaguá, RJ, onde atua o PDCFMA, foram marcadas e georreferenciadas 21 matrizes de Euterpe edulis para a coleta de sementes e plantadas 150 mudas em áreas degradadas onde foi realizada a restauração ecológica.


As próximas ações do PDCFMA visam incentivar o plantio e uso desta espécie por moradores do entorno do campus, pois além de auxiliarem a conservação da espécie e da fauna nativa associada, também podem consumir seus frutos. Estudos demonstram que a quantidade de micronutrientes (potássio, ferro, zinco e antocianinas além de pigmentos vegetais - flavonóides) entre o juçaí (fruto do palmito da Mata Atlântica) e o açaí (fruto do palmito da Amazônia) são semelhantes, podendo ser até maiores no juçaí do que o açaí.  

A Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) junto com instituições como a Universidade Federeal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Centro Ecológico, Anama, Emater-RS/Ascar e associações de agricultores, conduzem pesquisas que avaliam métodos de uso sustentável dessa espécie. Em um estudo de 2010, a Fundação verificou que a palmeira juçara cresce cinco vezes mais rápido quando plantada em meio aos bananais do que nas florestas nativas. (Foto: Acervo Centro Ecológico)


O Rio de Janeiro possui grandes áreas de cultivo de banana, que poderiam consorciar essas espécies, contribuindo para a geração de renda e para a conservação da espécie. Essas ações são importantes para transformar áreas de produção agrícola em polos de conservação de diversidade de espécies e diversidade genética, além de produzir renda para os produtores de entorno de unidades de conservação. (Foto: Jailton Paes/PDCFMA)

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