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Fiocruz e IBGE lançam Volume 1 da Pesquisa Nacional de Saúde


08/12/2014

Por: Cristiane d´Avila (Icict/Fiocruz)

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A Fiocruz e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançam, na próxima quarta-feira (10/12), às 10h, na sede do IBGE no Rio, o primeiro volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). As informações incluídas no Volume 1 – a PNS prevê a publicação de quatro – são distribuídas em módulos sobre “Percepção do estado de saúde”, “Doenças crônicas não transmissíveis” e “Estilos de vida”.

Inquérito de base domiciliar de âmbito nacional realizado em 2013, a PNS tem como objetivo caracterizar a situação de saúde e os estilos de vida da população, bem como a atenção à sua saúde quanto ao acesso e uso dos serviços, às ações preventivas, à continuidade dos cuidados e ao financiamento da assistência. A PNS fará parte do Sistema Integrado de Pesquisas Domiciliares (SIPD) do IBGE e deverá ter periodicidade de cinco anos.

Para tal fim, a PNS lançou duas frentes de ação simultâneas: a coleta de informações, a partir de entrevistas domiciliares e individuais, e a realização de exames de sangue, aferição de pressão arterial e medição de peso, altura e circunferência de cintura. Profissionais do IBGE foram encarregados da amostragem e execução do trabalho de campo, enquanto os exames laboratoriais e a coleta de sangue ficaram a cargo de técnicos do Ministério da Saúde.

O questionário da pesquisa é subdividido em três partes. As duas primeiras são respondidas por um residente do domicílio e abrangem perguntas sobre as características desse domicílio e a situação socioeconômica e de saúde de todos os moradores. O questionário individual é respondido por um morador de 18 anos ou mais, selecionado entre todos os residentes adultos do domicílio e focaliza morbidade e estilos de vida.

Para este indivíduo foram feitas aferições de peso, altura, circunferência da cintura e pressão arterial e exames laboratoriais para caracterizar o perfil lipídico, o nível de glicemia no sangue e determinar o teor de sódio na urina. Os exames laboratoriais foram feitos em uma subamostra de 25% dos setores censitários selecionados. 

Segundo a coordenadora da PNS e pesquisadora do Laboratório de Informação em Saúde (Lis/Icict), Célia Landmann Szwarcwald, além de possibilitar conhecer o perfil de saúde e as exposições e condições de risco da população, inquéritos como a PNS permitem obter um grande número de indicadores para avaliação do desempenho do sistema de saúde, como o acesso, a utilização e o grau de satisfação do usuário com os serviços de saúde, em conjunto com as características sociodemográficas, possibilitando investigar as relações entre as diversas variáveis.

“Os inquéritos populacionais de saúde vêm sendo utilizados de forma crescente não só para avaliar o funcionamento da assistência de saúde do ponto de vista do usuário, mas também como meio de se obter informações sobre a morbidade referida e os estilos de vida saudáveis”, explica a coordenadora da PNS.

O Volume 1 da PNS contém três módulos. O primeiro, “Percepção do estado de saúde”, inclui a autoavaliação do indivíduo sobre o seu estado de saúde e está relacionado à maneira como percebe a sua saúde. No segundo módulo, “Doenças crônicas não transmissíveis”, a investigação recaiu sobre os diagnósticos médicos de doenças como depressão, diabetes, hipertensão, asma, câncer, entre outras. Uma vez que essas doenças muitas vezes ocorrem por exposição a fatores de risco como fumo, uso abusivo de álcool, sedentarismo, obesidade e hábitos alimentares que levam ao sobrepeso e à obesidade, o módulo “Estilos de vida” traz informações sobre esses fatores.

“Por enquanto estamos fazendo uma análise descritiva de indicadores para facilitar a leitura. No Volume 1 todas essas informações serão apresentadas em forma de tabela, com dados estratificados por região, unidade da federação, capitais, sexo, grupo de idade, raça, cor e grau de instrução”, acrescenta Célia.

O grupo científico responsável pelas diretrizes da PNS reúne outros pesquisadores do Icict, como Francisco Viacava, vice-coordenador da pesquisa, Paulo Roberto Borges de Souza Júnior, Dália Romero, Luiz Otávio Azevedo, Giseli Nogueira Damacena, Wanessa Almeida, Rodrigo Moreira e Armando Pires, além de pesquisadores do Ministério da Saúde, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade de São Paulo (USP) e também da Fiocruz. 

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