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29/03/2017

Fiocruz e União Europeia debatem resistência antimicrobiana


André Costa (CCS)

Representantes da Fundação Oswaldo Cruz reuniram-se com uma comitiva da União Europeia (UE), na última segunda-feira (27/3), em Manguinhos (RJ), para uma reunião sobre possíveis parcerias de cooperação no tema da resistência antimicrobiana.

Em reunião com o comissário europeu Vytenis Andriukaitis, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, destacou a importância dos acordos transversais em saúde (Foto: Peter Ilicciev - CCS/Fiocruz)
 

A comitiva foi liderada pelo comissário europeu da Saúde e Segurança dos Alimentos, Vytenis Andriukaitis. Além do comissário, estiveram presentes o embaixador da União Europeia no Brasil, João Titternigton Gomes Cravinho, o conselheiro da Delegação da União Europeia no Brasil, Rui Manuel Rosário Ludovino, o chefe de Unidade de Temas Sanitários e Fitossanitários e chefe da força-tarefa sobre Resistência Antimicrobiana, Koen Josee M. Van Dyck, e os oficiais em Saúde Pública da UE Charles Evan Price e Julia Kerstin Langer.

Na abertura do encontro, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, destacou que a Fiocruz já atua em parceria com a União Europeia no consórcio ZIKAlliance, para enfrentamento ao vírus zika. O consórcio reúne 52 instituições de 18 países.

A presidente destacou que “a Fiocruz atua em várias dimensões do conhecimento, do campo de vigilância a serviços de referência”, amplitude que, segundo ela, deve orientar acordos transversais, englobando diversas áreas da saúde. Segundo Nísia, um acordo de cooperação internacional com a EU sobre resistência antimicrobiana pode seguir este eixo. A presidente lembrou que em 2015 a Fundação e o Reino Unido desenvolveram uma agenda em comum segundo estas diretrizes.

O Comissário Europeu da Saúde e Segurança dos Alimentos, por sua vez, afirmou que os fundos da União Europeia destinados ao vírus zika demonstram o comprometimento da entidade com a saúde global. “É uma época difícil para promover e garantir direitos”, disse Andriukaitis. “Isso significa que precisamos ter uma coordenação muito boa. E precisamos de instituições que ofereçam pessoas, recursos e laboratórios para lidar com esses desafios”.

Boa parte da reunião foi dedicada à discussão sobre tuberculose. O comissário destacou que o desenvolvimento de novas vacinas e kits diagnósticos é prioritário para a UE. “Não temos nenhuma nova vacina para TB há mais de 20 anos, assim como não temos novos kits diagnósticos”, afirmou.

O chefe do Laboratório de Hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Milton Ozório Moraes, observou que a Fiocruz integra a rede Stop Tb Brazil, composta por mais de 100 organizações. Moraes afirmou que “não há relação conhecida entre vacinação e aumento da resistência a antibióticos no Brasil”. O pesquisador acrescentou que a rede inclui grupos trabalhando em resistência antimicrobiana.

No encerramento da reunião, o comissário exortou as partes envolvidas a darem prosseguimento ao diálogo, de modo a avançar acordos de cooperação. “É cristalina a necessidade de desenvolvermos acordos de cooperação. Precisamos de abordagens metodológicas comuns, de ações coordenadas, ou então será muito difícil obter resultados positivos. Precisamos manter a resistência antimicrobiana em um lugar de destaque na agenda política”, afirmou.

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