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Gestão e abertura de dados é tema do 8o Encontro da Rede Fiocruz de Pesquisa Clínica


30/08/2019

Por: Comunicação GTCA

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O Grupo de Trabalho de Ciência Aberta da Fiocruz participou nos dias 27 e 28 de agosto do 8o Encontro da Rede Fiocruz de Pesquisa Clínica (RFPC) realizado no auditório do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), localizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Representado por Vanessa Jorge, da Vice Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), o GTCA marcou presença na mesa redonda “Ciência Aberta e compartilhamento de dados” ao lado de André Daher, da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) e Lilian Nassi-Caló, da Universidade de São Paulo (USP). 

Na sua fala, Vanessa Jorge apresentou as estratégias para a implantação da Ciência Aberta na fundação, enfatizando a importância da participação na consulta pública do termo de referência gestão e abertura de dados, disponível na intranet Fiocruz. 

Ela também abordou a abertura de dados, tópico que gera apreensão em muitos pesquisadores, esclarecendo que não tem caráter mandatório, mas é uma perspectiva que deve ser levada em consideração na medida em que pode fomentar novas colaborações, acelerar descobertas e gerar impactos positivos para a sociedade. Nesse sentido, frisou que a noção de abertura trabalha com gradações justamente para atender as especificidades de cada pesquisa. 

Lilian Nassi-Caló abordou recentes transformações nos três pilares da ciência (periódicos, avaliação por pares às cegas e índices de impacto), destacando que uma importante mudança promovida pelo movimento do Acesso Aberto, que passa desapercebida para muitos, foi a interrupção da cessão de “todos os direitos” autorais para as editoras. Já o pesquisador André Daher, coordenador da Plataforma de Pesquisa Clínica da VPPCB, ressaltou a importância da curadoria para harmonização de dados, da padronização de fichas clínicas (Case Report Form em inglês - CRF) e da adoção de dicionário de termos para garantir a comparabilidade de dados coletados por diversos estudos. Nesse sentido, considera que os debates atuais são uma oportunidade para estabelecer boas práticas de gestão de dados.

Este tema perpassou diversas apresentações do encontro. Sérgio Rego, coordenador do Comitê de Integridade em Pesquisa, identificou um diálogo entre a promoção da integridade e o movimento da Ciência Aberta. Já Margareth Catoia, do Laboratório de Pesquisa em Imunização e Vigilância em Saúde do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) apresentou práticas na gestão de dados que favorecem análises estatísticas futuras. Como promotora do software livre Research Eletronic Data Capture (REDCap) no Brasil, Margareth comentou o crescente interesse das unidades da Fiocruz na ferramenta, pois ela permite a coleta, a gestão dinâmica e a disseminação de dados de pesquisa. 

Confira a apresentação eletrônica utilizada pelo GTCA e disponível no repositório institucional Arca

 

 

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